Responsável por desencadear o aumento ou a diminuição da maré, o fenômeno conhecido como ‘força ou efeito de maré’ ocorre devido a atração gravitacional entre a lua e a Terra. Além de influenciar os oceanos, o evento também é responsável por comprimir e esticar a crosta terrestre. Embora sua influência seja conhecida pela ciência, recentemente pesquisadores anunciaram que o ‘efeito de maré’ também pode suscitar terremotos na falha de San Andreas (1290 km de extensão), na Califórnia (EUA).

De acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (19) pela #Mídia especializada Live Science, estudos anteriores apontam que a atuação desta força sobre a crosta terrestre pode iniciar tremores e terremotos naquela área.

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Pesquisadores acreditam que, ao estudarem a relação da força de maré com os terremotos, serão capazes de compreenderem mais detalhes sobre essas falhas. Esse entendimento poderá ajudar a prever acontecimentos futuros.

Segundo o autor do estudo sobre a influência desse efeito na crosta terrestre e nas marés, o sismólogo e geofísico Nicholas van der Elst, ele e seus colegas estavam curiosos para entender como as marés do planeta podem criar pequenos e profundos eventos sísmicos, chamados de terremotos de baixa frequência.  Para chegar ao resultado final, os acadêmicos analisaram 81 mil pequenos terremotos que atingiram a falha de San Andreas de 2008 a 2015.

Nicholas explica que o efeito de maré não ocorre de forma sincronizada, mas que geralmente acontece a cada 15 dias, em média. Ele comenta que, durante a primavera, quando a lua e o sol estão alinhados, acontecem as marés mais fortes.

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O cientista destaca que nesse período os tremores são mais frequentes. Na avaliação do acadêmico, as constantes ocorrências desses sismos podem desencadear terremotos mais intensos, devido ao acúmulo de estresse ocasionado pela influência dos efeitos de marés.

Outro aspecto sobre os terremotos de baixa e grande intensidade notado pelo cientista diz respeito a profundidade em que eles acontecem. Quanto mais perto do solo, maior é o tremor. Apesar de observar a influência desse efeito em camadas profundas da falha da Califórnia - onde ocorrem tremores mais fracos -, o estudioso acredita que avaliar o acúmulo dessas intensidades poderá indicar o nível de estresse das falhas situadas mais próximas à superfície. “A esperança é que, olhando para terremotos de baixa frequência que ocorrem nas profundezas, acabaremos por lançar luz sobre como as partes rasas acumulam estresse”, destaca.

A descoberta foi publicada online em 18 de julho na National Academy of Sciences. A última vez em que um grande terremoto aconteceu na falha de San Andreas foi em 1700. #Inovação #Curiosidades