Catalogada como doença neurológica, crônica e autoimune, onde as células de defesa do organismo atacam o sistema nervoso central do indivíduo, a Esclerose Múltipla (EM) causa lesões cerebrais e medulares, impossibilitando o movimento dos indivíduos afetados pela patologia.

Embora a ciência não tenha divulgado (ao menos oficialmente) uma cura para a EM, o inglês Eric Thomson, 50 anos, acometido pela mazela, voltou a andar após fazer um tratamento experimental com células-tronco (células-mãe), no México, em 19 de junho.

Conforme o jornal Daily Mail, desta segunda-feira (25), ao ser diagnosticado com esclerose múltipla há cinco anos, o homem não conseguia mais andar ou mexer à mão direta.

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Ao obter conhecimento sobre a inovadora terapia, a família de Thomson juntou 38.650 mil euros para financiar o tratamento de transplante de células-tronco hematopoiéticas.

Desesperados por uma cura, ele e a esposa Joana, 49 anos, viajaram até Tijuana (México), onde está situada a clínica. No local, Eric fez quimioterapia para depois passar pela transfusão de células-tronco. Essas células percorreram a corrente sanguínea do paciente, substituindo o tecido destruído pela doença. Decorrido apenas uma semana da terapia, o inglês voltou a se locomover sem ajuda.

Morador da cidade portuária de Hartlepool (Inglaterra), o inglês disse ter ficado surpreso com a velocidade da recuperação após o processo. Segundo ele, apesar do alto custo da terapia, não existe nada parecido na Inglaterra. “Eu não estava esperando esse nível de sucesso.

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Obter esse resultado tão rapidamente tem sido incrível”, desabafa o homem que estava sem andar.

A união faz a força

Com objetivo de ajudar os ingleses que também passam pelo doloroso processo da esclerose múltipla, o casal pretende arrecadar dinheiro para ajudar outros indivíduos acometidos pela patologia a fazer o tratamento no México.

Apesar do valor da terapia ser o principal empecilho para a popularização do tratamento, Eric acredita que todo o esforço é válido na busca da reversão da EM. "A desvantagem é o custo, mas você não pode colocar um preço sobre a vida. Eu sou a prova viva que funciona. Estou absolutamente encantado com os resultados e agora dizem que eu costumava ter EM”, destaca. O inglês terá que passar por mais cinco transfusões de células-tronco, antes que o tratamento seja encerrado por completo.

No Brasil, a atriz Cláudia Rodrigues sofre com a esclerose múltipla, depois de ser diagnosticada com a doença em 2000. Ela também foi submetida a transplante de células-tronco, esse ano. No entanto, a assessoria da atriz não informou o país em que o procedimento ocorreu. É provável que tenha sido na mesma clínica frequentada pelo europeu. #Inovação #Curiosidades #Medicina