No dia 18 de julho, durante uma Conferência na África do Sul, a diretora do Departamento de DST's do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, anunciou que o #Governo estuda implantar o uso de pílulas anti-HIV no Sistema Único de #Saúde. O remédio preventivo consiste do uso diário de dois antirretrovirais por grupos de pessoas vulneráveis expostas ao vírus. O método a ser adotado é chamado de PrEP, Profilaxia Pré-Exposição.

Até o fim de 2016, uma comissão que analisa a incorporação de tecnologias no SUS, deve receber um protocolo sobre a utilização do método preventivo proposto pelo Ministério da Saúde. A expectativa é de que o método atinja cerca de 10.000 pessoas já no seu primeiro ano de implantação. 

Apesar da informação, sobre a possibilidade da incorporação do método anti-HIV no SUS, ter sido confirmada só agora, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomenda a sua utilização desde 2014.

Publicidade
Publicidade

Essa recomendação é fruto de alguns estudos clínicos, inclusive com a participação do Brasil, que atestaram uma considerável eficiência preventiva do método. A Faculdade de Medicina da USP e Fundação Oswaldo Cruz, possuem estudos em andamento sobre a eficácia da Profilaxia Pré-Exposição, financiados pelo Ministério da Saúde. 

Durante a Conferência Internacional de #AIDS, em que a diretora do ministério apresentou a novidade, dois estudos internacionais, um na Inglaterra e outro franco-canadense, também atestaram uma redução de 86% no risco de contrair HIV usando o iPrEx do Truvada, método que só é aprovado no combate a doença, e não na sua prevenção, aqui no Brasil. 

Mas, os usuários devem ficar atentos, o uso dos métodos preventivos não é motivo para a não adoção de outros cuidados, segundo especialista.

Publicidade

A realização de teste de HIV, o uso da camisinha, e o tratamento de outras DST's devem ser realizados sempre. 

Apesar dos estudos avançados, com resultados positivos na prevenção da AIDS, os métodos ainda não possuem data para serem incorporados ao SUS. O ministério da saúde também não deu detalhes de quais pessoas se encaixariam dentro dos grupos de risco que serão atendidos no primeiro momento.