Em épocas de epidemia ou mesmo pandemia do #Zika Vírus no Brasil e em outras partes do mundo, o bom exemplo do combate ao agente transmissor da doença que pode ser o Aedes albopictus, também chamado de mosquito Tigre Asiático, vem da cidade de North Hempstead em Long Island, EUA. Enfim, as autoridades norte-americanas daquela região, estão conseguindo demonstrar, com eficácia, que a população não precisa necessariamente ficar à mercê do zika ou doenças similares, tendo que correr risco de vida ou mesmo o governo gastar quantias exorbitantes de dinheiro no tratamento médico ou preventivo das pessoas.

O que North Hempstead fez de diferente foi regularizar o fabrico de caixas especiais que servem como moradia para morcegos nos parques públicos locais.

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A supervisora do município de nome Judi Bosworth, explicou que um único morcego é capaz de devorar até 1.000 mosquitos por hora, sendo muito mais eficaz no combate aos insetos do que um pesticida usado para esse fim.

Desde o ano de 2007 que a prefeitura da cidade começou a implementar as casas para a população de morcegos e vem aumentando a produção e instalação das mesmas ano após ano, a fim de restringir a propagação dos pesticidas prejudiciais, muitas vezes, aos humanos. Mesmo que os abrigos para morcegos não se constituam na única resposta solucionadora contra os mosquitos transmissores de doenças, mas já é um opção alternativa para não prejudicar o meio ambiente.

O projeto tem sido tão bem acolhido pelos moradores locais que Yianni Biniaris, um menino greco-americano de 16 anos de idade, morador de Manhasset em Nova York e que é membro do grupo dos escoteiros locais, auxilia na construção, substituição e conserto das casinhas dos morcegos na área conhecida como Jardim Botânico de Clark para que assim, ele possa se transformar em um Escoteiro Águia.

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Yianni falou a imprensa local em junho sobre os 20 abrigos de morcegos da área botânica, anunciando que "usar as casas de morcegos é um jeito mais amigável de se livrar dos mosquitos, ao mesmo tempo em que se salva a população de morcegos".

Lamentavelmente, muitas pessoas cresceram aprendendo inverdades sobre os morcegos, tais como: esses mamíferos alados atacam maldosamente outros seres vivos, sugam o sangue e podem ficar emaranhados nos cabelos das pessoas. Por outro lado, a espécie de morcegos de Long Island não é hematófaga, tanto é que o Estado de Nova York possui 9 espécies de morcegos, que de acordo com a professora do departamento de ecologia e evolução da Universidade de Stony Brook, Dra. Liliana M. Dávalos, absolutamente nenhum desses representantes é um morcego vampiro.

A Dra. Dávalos faz questão de esclarecer a população, em geral, que os vetores de transmissão indireta da doença não são os mosquitos propriamente ditos, mas sim as pessoas provenientes de áreas contaminadas como algumas regiões do Brasil, ou seja, não são os "mosquitos brasileiros" que vão até os EUA, mas sim as pessoas doentes originárias das regiões afetadas.

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Diante desse contexto, uma vez que os morcegos comem mosquitos, esses primeiros passam a ser bastante requeridos nas localidades em que os mosquitos se difundiram. Para complementar o tema, o especialista de controle de ambiente de North Hempstead, Kevin Braun, parte de uma lógica simples, que é: se os morcegos se alimentam de mosquitos e outros insetos que voam, quanto mais caixas ou casas de morcegos estiverem por lá, significará maior presença da população dos morcegos e uma menor quantidade de mosquitos. #Animais #Dengue