Já se conhece o uso medicinal da maconha e seus componentes. Recentemente, uma pesquisa do Salk Institute, na Califórnia, demonstrou que o tetraidrocanabinol (THC) e outros compostos presentes na cannabis podem remover a proteína que causa o mal de Alzheimer. A proteína, conhecida como beta-amilóide, se acumula no cérebro formando placas que prejudicam a comunicação entre as células nervosas.

O estudo foi realizado a partir de testes em células neuronais cultivadas em laboratório e apesar de outros estudos evidenciarem o efeito neuroprotetor dos canabinóides, este foi o primeiro a demonstrar que os compostos afetam tanto o acúmulo de beta-amilóide em células nervosas quanto a inflamação.

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Inflamações no cérebro são um componente do dano associado ao Alzheimer, mas, acreditava-se que esta resposta inflamatória vinha de células imunológicas presentes dentro do cérebro. Quando se identificou a beta-amilóide como responsável pela resposta inflamatória, ficou claro que compostos como o THC podem estar envolvidos na neuro proteção.As células cerebrais podem ser ativadas por endocanabinóides através da ligação com os seus receptores de superfície. Os endocanabinódes são uma classe de moléculas produzidas pelo organismo que é usada para a transmissão de sinais pelo cérebro. A molécula de THC tem atividade similar aos endocanabinóides e podem, por isso, também ativar os receptores neuronais.

O uso de compostos da maconha se tornam mais uma vez esperança para pessoas que sofrem de uma #Doença tão injusta quanto o Alzheimer.

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A doença é responsável por cerca de 70% dos casos entre os 47,5 milhões de pessoas que convivem com algum tipo de demência, segundo dados da OMS. Ainda segundo a entidade, em 2050, esse número pode saltar para os 130 milhões de pacientes, geralmente acima de 65 anos de idade.

Com tantos casos, deve-se realmente esperar que esta novidade não esteja num futuro tão distante e parece que realmente não está. Empresa do ramo farmacêutico anunciou no dia 28 de junho que quer fazer remédio à base de maconha. A vantagem de um medicamento brasileiro, desenvolvido e testado no país, seria a segurança e a garantia de fornecimento para quem necessita da droga, que não precisaria mais depender, como ocorre hoje, de autorizações para importá-la. #Tratamento