Embora não haja confirmação se existe ou não vida fora da Terra, os recentes resultados dos estudos apresentados pelo telescópio espacial Hubble sobre as características de dois exoplanetas, situados a 40 anos-luz do nosso sistema solar, sugerem a possibilidade daqueles astros abrigarem vida. De acordo com informações do jornal europeu Express desta quinta-feira (21), o telescópio analisou as condições atmosféricas de objetos distantes. Com base na pesquisa, cientistas observaram planetas semelhantes à Terra. Eles são rochosos e têm atmosfera parecida com a nossa.

Segundo os pesquisadores, o Hubble avaliou que os planetas TRAPPIST-1b e TRAPPIST-1c não têm a atmosfera composta majoritariamente por hidrogênio e hélio – geralmente encontrados em grandes proporções em corpos gasosos como Júpiter.

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Essas particularidades indicam que os planetas são rochosos, como o nosso.

Para um dos envolvidos no trabalho, o cientista Nikole Lewis, do Space Telescope Science Institute, em Baltimore (EUA) - centro científico de operações do Telescópio Espacial Hubble -, a ausência de hidrogênio e hélio em grandes quantidades na atmosfera daqueles planetas aumenta a possibilidade de vida em TRAPPIST-1b e TRAPPIST-1c.

Outro cientista da Agência Espacial Americana (NASA) envolvido no trabalho, Geoff Yoder, ressalta que as revelações iniciais feitas pelo Hubble apresentam indícios promissores de planetas parecidos com a Terra. "Esse é um momento emocionante para a NASA e para a pesquisa de exoplanetas", comenta.

Os estudiosos acrescentam que os corpos celestes TRAPPIST-1b e TRAPPIST-1c, detectados pela primeira vez em 2015, orbitam uma estrela anã-vermelha – menor e mais fria que o Sol -, com idade estimada em 500 milhões de anos.

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Devido a baixa temperatura da estrela, os dois planetas estão mais próximos da anã-vermelha do que a Terra do Sol. Basicamente, os astros estão situados na zona habitável da anã-vermelha. TRAPPIST-1b leva um dia e meio para completar uma órbita em torno da estrela; enquanto o TRAPPIST-1c leva um pouco mais de tempo, 2,4 dias.

Apesar da animação com relação a detecção de dois astros parecidos com a Terra em tamanho e atmosfera, o principal autor do estudo, Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts em Cambridge (MIT), enfatiza a necessidade de mais estudos para confirmar a habitabilidade daqueles objetos celestes. "Estes planetas do tamanho da Terra são os primeiros mundos que os astrônomos podem estudar em detalhe com os telescópios atuais e planejados para determinar se eles são adequados para a vida", finaliza. #Inovação #Curiosidades