Eles são um dos enigmas mais intrigantes do #Universo observável. Capazes de distorcer o espaço-tempo e de esticar qualquer corpo celeste ou objeto nas proximidades, os buracos negros continuam a protagonizar estudos científicos em todo o mundo. Dessa vez, uma nova pesquisa elaborada pelos físicos do Instituto de Física corpuscular em Valência (Espanha), promete revelar novas características desse fenômeno cósmico

De acordo com o periódico europeu Daily Mail, edição de sexta-feira (5), o recente trabalho sobre as consequências de entrar nesses buracos sugere que qualquer coisa em seu interior seja, literalmente, esticada ao extremo.

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Contudo, voltaria à forma natural após emergir em outra região do universo. Para isso, os físicos propõem que a singularidade seja considerada como um tipo de imperfeição na estrutura geométrica do espaço-tempo. 

Com objetivo de provar a teoria em laboratório, pesquisadores usaram uma abordagem incomum. Eles empregaram estruturas geométricas semelhantes às camadas de cristal de grafeno. De acordo com os estudiosos, essas camadas “correspondem melhor a atividade dentro de um buraco negro”. Publicado numa revista especializada, o estudo se baseou num tipo de buraco negro que é estático e eletricamente carregado. 

Segundo um dos cientistas envolvidos na pesquisa, Gonzalo Olmo, da Universidade de Valência, a observação desse tipo de evento possibilita aos pesquisadores teorizarem sobre novos aspectos da gravidade.

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Ele também destaca que na região central de um buraco negro pode haver uma anomalia no espaço-tempo. 

Para que essa anormalidade seja analisada com maior precisão, o cientista avalia a necessidade de manipular novos elementos geométricos, como o cristal de grafeno, que apresenta imperfeições na sua estrutura microscópica, por exemplo. Na concepção do estudioso, a natureza pode ajudar a ciência a desvendar os mistérios do universo. 

Descobertas recentes 

De acordo com o trabalho, ao investigarem as novas geometrias, eles observaram um ponto central, constituído de uma pequena superfície esférica. Essa superfície representa um buraco de minhoca situado no centro de um buraco negro. Na avaliação de Olmo, a hipótese pode solucionar diversas dúvidas a respeito desse tipo de acontecimento. "Nossa teoria, naturalmente, resolve vários problemas na interpretação dos buracos negros eletricamente carregados", constata. 

O físico acentua que a pesquisa explica a singularidade. Nesse contexto, uma fenda espacial no centro do buraco poderia possibilitar o acesso a outra parte do universo.

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Ela serviria como uma espécie de ‘porta cósmica’. O mais intrigante é que a fenda revelada por meio das equações matemáticas seria menor do que um núcleo atômico, invisível ao olho humano. No entanto, devido a singularidade, seu tamanho aumentaria em “relação à carga armazenada dentro do buraco negro”. 

Em resumo, a teoria indica que se você entrar em um buraco negro, será esticado ao extremo e poderá passar pelo buraco de minhoca no centro do objeto. Ao sair do outro lado seu corpo voltaria à forma natural. Porém, os acadêmicos admitem ser improvável um ser humano sobreviver ao processo. #Mídia #Curiosidades