Um curioso experimento, produzido por cientistas norte-americanos, mostrou que a manipulação de um gene específico, encontrado no besouro com chifres, da espécie Onthophagus, é capaz de, literalmente, modificar a estrutura interna e externa do inseto.

Com objetivo de compreender a influência dos genes no organismo, e os resultados provocados pela evolução genética, pesquisadores tornaram inativo um determinado gene do besouro com chifres. Ao ‘desligarem’ o gene, estudiosos notaram uma metamorfose na estrutura do inseto.

De acordo com a emissora estadunidense Fox News, edição de terça-feira (30), o besouro desenvolveu novos ‘traços faciais’.

Publicidade
Publicidade

Ao invés dos dois chifres, o Onthophagus progrediu para uma aparência física incomum.

Sem chifres, o besouro, cujo o gene foi inutilizado, apresentou três olhos. Cientista o apelidaram de ‘ciclope’, devido ao fato do terceiro órgão ter crescido no meio do rosto.

Segundo o pesquisador e líder do estudo, Eduardo Zattara, do Departamento de Biologia da Universidade de Indiana (EUA), ele os outros cientistas se surpreenderam com o resultado.

Zattara destaca a importância em descobrir que certas alterações podem influenciar no desenvolvimento de órgãos complexos. “Um gene poderia não só desligar o desenvolvimento de chifres e grandes regiões da cabeça, mas também ligar o desenvolvimento de estruturas muito complexas, tais como olhos compostos em um novo local", comenta.

O cientista explica que, ao anular o gene orthodenticle - responsável pela formação da cabeça e do cérebro da maioria dos embriões animais -, a equipe percebeu o intrigante desenvolvimento do ‘terceiro olho’.

Publicidade

Entretanto, Zattara acentua que somente a espécie de besouros Onthophagus é sensível à eliminação do gene orthodenticle.

Ele revela o fato do método não ter surtido efeito no escaravelho de outra espécie. Ao eliminar o mesmo gene nessa espécie de besouro, o acadêmico notou que o inseto não desenvolveu olhos extras e nem perdeu os chifres. Ele manteve as mesmas características.

O trabalho, financiado pela Fundação Nacional de Ciência (National Science Foundation) foi publicado na revista científica Royal Society. #Inovação #Mídia #Curiosidades