O glúten é uma proteína vegetal presente no trigo, centeio, cevada, malte e em menores proporções na aveia. Apresenta difícil digestão no intestino e, em exagero, acaba por provocar uma inflamação do organismo.

Muitas dietas de emagrecimento estimulam o corte total de alimentos com #glúten, alegando que, sem eles, a perda de peso é mais eficaz. Mas isso é mesmo necessário?

Nem todos os nutricionistas gostam da ideia de retirar o glúten do cardápio. No final de 2011, o Conselho Regional de Nutricionistas da 3.ª Região (CRN-3) considerou que essa prática havia se disseminado de forma indiscriminada. Em 2013, o Conselho Nacional de Nutrição divulgou um parecer oficial informando que o glúten só deve ser restringido em caso de doença celíaca (#intolerância ao glúten).

Publicidade
Publicidade

A doença celíaca é um problema auto-imune caracterizado por intolerância à ingestão de glúten e que acomete cerca de 1% da população mundial. Apesar deste número ser baixo, atualmente, estima-se que cerca de 35% da população mundial tenha alguma sensibilidade ao glúten.

Pesquisadores alertam que o glúten também oferece benefícios. Segundo eles, pessoas que o eliminam completamente de sua alimentação são mais propensas aos transtornos de ansiedade e depressão e a sua completa retirada causa falta de saciedade, insônia e consideráveis alterações hormonais no organismo. Ainda segundo eles, com exceção dos celíacos, ninguém precisa riscar o glúten da dieta para sempre. Controlar a quantidade já é suficiente.

De acordo com nutricionistas, vale interromper o consumo de glúten por alguns dias.

Publicidade

Isto favorece a eliminação do excesso de líquidos, melhora o funcionamento do intestino e diminui o acúmulo de toxinas. A diminuição dos alimentos que contêm a proteína acabam por reduzir a inflamação e a emagrecer. A proteína está presente, geralmente, em alimentos bastante calóricos. Sendo assim, o emagrecimento ocorre não apenas pela diminuição do glúten, mas também pela redução de calorias.

O preço dos produtos sem glúten é também um inconveniente para a dieta. Além disso, abolir este tipo de alimento da dieta faz com que o cardápio seja bastante restritivo; nem uma barrinha de cereal pode ser consumida. 

Uma outra orientação de nutricionistas é eliminar o glúten do cardápio e voltar a incluí-lo de forma gradativa, pois com a exclusão e posterior inclusão de forma não gradativa, a pessoa pode desenvolver intolerância à proteína.

Sempre dê preferência ao que é mais saudável, mas não seja radical. Priorize o equilíbrio! #Alimentação Saudável