Considerado um assunto polêmico na #Medicina, a experiência de quase morte (EQM), ao longo das décadas, tem sido relatada por dezenas de pacientes, que dizem perceber e ouvir o ambiente ao redor – apesar de estarem momentaneamente mortos. Alguns também relatam experiências espirituais, como rever parentes falecidos ou ir para um lugar diferente da Terra, por exemplo.

Embora o assunto não seja confirmado pela ciência, pesquisadores ingleses da prestigiada Universidade de Southampton - reconhecida internacionalmente no âmbito das pesquisas -, realizaram um estudo onde concluíram que a consciência permanece ativa até 3 minutos depois da morte física.

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De acordo com o jornal inglês Express, desta quarta-feira (17), o trabalho realizado com 2.060 pacientes da Áustria, dos Estados Unidos e do Reino Unido, mortos por alguns minutos depois de sofrerem parada cardíaca, indicou que 40% deles se mantiveram conscientes.

Segundo Sam Parnia, um dos cientistas à frente do estudo, a morte não é um momento definitivo, “mas um processo potencialmente reversível”. Parnia explica que o momento derradeiro pode ocorrer após um indivíduo ser afetado por qualquer doença grave ou acidente, capaz de fazer com que o coração, o pulmão e o cérebro parem de funcionar.

Entretanto, ele acentua que quando um sujeito morre são realizadas várias tentativas de reanimação. Contudo, se as investidas de ressuscitação não funcionarem, aí sim, a morte definitiva é declarada.

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A equipe observou a permanência da consciência a partir de depoimentos de pessoas que morreram e voltaram para contar o que viram.

Na concepção de Parnia, os 40% dos pacientes responsáveis por lembrar da Experiência de Quase Morte não são exceção. No entendimento do estudioso, todos os indivíduos que morreram e foram reanimados passaram pelo processo.

Porém, fatores externos podem fazer com que algumas pessoas esqueçam do que ‘viram’.  "Isto sugere que mais pessoas podem ter atividade mental inicialmente, mas depois perdem suas memórias após a recuperação, quer devido aos efeitos da lesão cerebral ou pelos medicamentos sedativos sobre a recuperação da memória”, avalia.

A experiência mais intrigante

Apesar da maioria dos pacientes relatarem apenas sensação de ‘medo’, o caso mais emblemático analisado pela equipe foi o de um homem de 57 anos. Ele está sendo considerado como a prova mais contundente de que a consciência sobrevive à morte física.

O cientista declara ter se surpreendido com o fato do sujeito recordar detalhes do que acontecia à sua volta, embora estivesse clinicamente morto por três minutos. "Isso é paradoxal, uma vez que o cérebro normalmente deixa de funcionar dentro de 20-30 segundos a seguir à parada cardíaca e não retoma novamente até que o coração seja reiniciado”, conclui.

Assista abaixo a um documentário do National Geographic sobre pessoas que morreram e voltaram para contar o que viram.

#Mídia #Curiosidades