A quantidade de aplicativos e sites existentes hoje com o único propósito de estabelecer novos relacionamentos amorosos é infinitamente maior do que em qualquer outra época da história da internet. Basta uma rápida procura em qualquer site de buscas pelos termos “namoro” ou “encontre seu par” que uma multiplicidade de sites são imediatamente escancarados na sua frente. Logo, você concluíra, o esforço empreendido para “encontrar um novo amor” é ridiculamente mínimo se comparado com outras épocas: flores, cartas de amor, visitas surpresas, telefonemas na madrugada... Esqueça tudo isso. Hoje em dia basta um rápido cadastro que em 10 minutos você já está perfeitamente apto para sair com alguém.

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Logo, você concluirá novamente, os jovens de hoje em dia fazem muito mais sexo do que os jovens de qualquer outra época. Pois bem, é exatamente neste ponto que você se engana, pelo menos é o que diz um estudo recente realizado por pesquisadores americanos.

A pesquisa foi realizada pelo professor de psicologia social da Universidade da Flórida, Ryne Sherman, em parceria com a pesquisadora Brooke Wells, da Univerdade de Widener, e obteve o seguinte resultado: os jovens com idade entre 20 e 24 anos de hoje possuem três vezes menos chances de serem sexualmente ativos do que os seus pais quando estes tinham a mesma idade.  A pesquisa, de cunho histórico, iniciou-se em 1960 (na chamada geração X), quando apenas 6% dos jovens afirmavam que não possuíam nenhum parceiro sexual.

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A mesma pesquisa realizada com os jovens de hoje (a chamada geração Y) demonstrou que cerca de 15% não possuem vida sexual. Mas a pergunta é: devido à alta #Tecnologia de hoje e as facilidades trazidas pela #Internet, os resultados não deveriam ser opostos? De acordo com um dos pesquisadores, não.

Jean Twenge, professor de psicologia da Universidade Estadual de San Diego, e um dos colabores do estudo, afirma que os aplicativos e sites de “namoro deveriam, em teoria, ajudar essa geração a encontrar parceiros sexuais mais facilmente”, contudo, a partir do momento em que estes jovens estão passando mais tempo online e menos tempo “ao vivo”, o  efeito causado pelo tecnologia passa a ser exatamente o oposto. Esta constatação bate de frente com discursos do tipo “os jovens de hoje só pensam em sexo” ou “os jovens de hoje vivem vidas sem limites, na libertinagem, na luxúria”, entre outros. Por fim, os autores também afirmaram que a geração atual está morando mais tempo com os pais, fato que prejudica a vida sexual. Vale ressaltar que o estudo foi realizado com mais 27 mil jovens que viveram na década de 60 e no período atual. 

A questão que nos resta é a seguinte: o que acontecerá quando essa pesquisa for repetida novamente daqui a 50 anos? Como estará a vida sexual e amorosa dos jovens que provavelmente passarão a maior parte do tempo conectados a algum tipo de tecnologia? #sexualidade