Somente no Brasil há cerca de 15 milhões de indivíduos que já ultrapassaram a idade de 60 anos e desses, 6% padecem do Mal de Alzheimer, conforme cálculo da Abraz - Associação Brasileira de Alzheimer. Em todo globo existem 15 milhões de portadores de Alzheimer, patologia que até o momento é incurável, causando problemas gravíssimos aos seus doentes. Uma das principais conseqüências provocadas pelo Alzheimer é primeiro, a perda da memória; todavia, ocorrem outros sintomas característicos das doenças de raiz neurodegenerativa. Vale frisar que alguns dos outros sintomas mais comuns do Mal de Alzheimer são alteração de personalidade, locomoção prejudicada e perda da fala, comprometendo como um todo a qualidade de vida da vítima desse mal. 

Por outro lado, diante do quadro da saúde pública tão degradante, uma jovem pesquisadora do Brasil de 28 anos de idade, Maíra Assunção Bicca, enche a todos de orgulho e através do seu precioso trabalho fez por jus ser agraciada pela SBBq - Sociedade Brasileira de Bioquímica com o 20º Prêmio Jovem Talento para Ciências da Vida.

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O motivo do reconhecimento foi que Maíra rastreou uma proteína presente no cérebro humano, podendo assim auxiliar na identificação do temível Mal de Alzheimer. 

Ocorreu na cidade de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte, há dois meses, a apresentação formal do trabalho da pesquisadora do Brasil, atividade essa que fez parte do processo do doutorado de Maíra.

A jovem está cursando pós-doutorado em Farmacologia, que é ministrado na UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina. Enfim, foi desenvolvida basicamente a proposta de que a proteína em questão identificada na região cerebral de humanos atue como um tipo específico de marcador ou algo do gênero, durante os exames de ressonância magnética e assim, caracterize prontamente o acometimento pela #Doença

É importante ressaltar que Bicca já no ano de 2012, tinha recebido o prêmio de “Jovem Investigador” da SBFC - Sociedade Brasileira de Farmácia Comunitária.

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Moradora da cidade de Laguna, região no sul do Estado de Santa Catarina, a pesquisadora Maíra, que se dedica ao estudo da doença por dez anos, falou à agência de notícias Sputnik Brasil, que o achado se concentra em torno da proteína batizada no meio científico por TRPA-1. 

Ou seja, a pesquisadora não descobriu a proteína propriamente dita; porém, descobriu que a mesma se encontrava no cérebro. Antes se sabia que esse componente orgânico estava presente em outros tecidos corporais e que tem relação direta em patologias que se manifestam por meio de espamos, por exemplo, se destacando basicamente a doença de Alzheimer. 

Em suma, o grande trunfo do trabalho de Maíra é que ela conseguiu estabelecer o elo de ligação da proteína com o Alzheimer, que apresenta, por vezes, um quadro inflamatório no cérebro e como a proteína está associada com inflamações, poderia também estar no cérebro, estimulando a doença. De acordo com a brasileira, essa descoberta significativa tem chances de desencadear a produção de fármacos no combate ao Alzheimer.  #Hospital #Medicina