Embora astrônomos não tenham detectado, até o momento, qualquer indício que sugira a existência de vida fora da Terra, diversos sinais de rádio oriundos de uma estrela semelhante ao Sol, captados pelos pesquisadores russos, têm intrigado os cientistas.

Conforme o periódico europeu Daily Mail, edição de segunda-feira (29), estudiosos suspeitam que o sinal seja emanado por uma estrela situada na constelação de Hércules, conhecida pelo nome HD 164595.

Apesar de parecer artificial, eles avaliam a possibilidade de o sinal ser o resultado de um fenômeno natural conhecido pelos astrônomos como ‘microlente’. Nesse contexto, a gravidade da estrela teria influência sobre os sinais de outros lugares.

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Com objetivo de obter uma análise mais detalhada sobre o fenômeno, pesquisadores da Rússia solicitaram ajuda ao SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), no intuito de avaliar se os sinais podem ser uma mensagem extraterrestre. A entidade é pioneira na pesquisa do universo à procura de sinais de rádio inteligentes.

Por meio de telescópios localizados no Norte da Califórnia e no Panamá, o SETI começará a estudar o evento, cujos sinais de rádio foram captados pela primeira vez em 15 de maio do ano passado.

O astrônomo norte-americano Paul Gilster, membro do SETI, destaca que o sinal foi notado pelo radiotelescópio russo RATAN-600, situado próximo à república russa de Karachay-Cherkessia, perto da fronteira com a Geórgia.

Estudos anteriores, efetuados pelo SETI, sugerem que a estrela HD 164595 é mais quente que o Sol, além de ser cerca de 100 milhões de anos mais nova do que o nosso astro-rei.

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Cientistas acreditam na existência de ao menos um planeta, parecido com as características de Netuno, na órbita daquele corpo celeste. Contudo, eles enfatizam a possibilidade de haver mais planetas ainda não detectados naquela região

Ainda que seja precipitado contextualizar a origem das emissões dos sinais de rádio proliferados pela estrela, a hipótese de que eles sejam artificiais, emanados por uma hipotética civilização alienígena, não é descartada pelos astrônomos. "Ninguém está afirmando que este é o trabalho de uma civilização extraterrestre, mas certamente vale a pena um estudo mais aprofundado", avalia Gilster.

O estudioso destaca que a descoberta, realizada em 2015, e liderada pelo russo Nikolai Bursov, da Academia Russa de Ciências, será estudada e aprofundada por astrônomos de todo o mundo, durante o Congresso Internacional de Astronáutica, no México. O evento ocorrerá em setembro. #Inovação #Mídia #Curiosidades