A psicoterapeuta britânica Angela Gregory, do Hospital Universitário de Nottingham, afirmou que o número de homens jovens que a procuram para tratar disfunção erétil só está aumentando, e que a culpada por isso seria a pornografia online, muito acessível atualmente.

De acordo com Gregory, o que está acontecendo é que, devido à grande exposição a imagens e filmes extremamente gráficos, uma espécie de "dessensibilização" está acontecendo com os homens, o que acaba impedindo que eles fiquem excitados quando estão prestes a manter uma relação sexual.

Problema recente

Angela Gregory disse à BBC de Londres que acredita que smartphones e tablets, que tornam possível o acesso à pornografia em qualquer lugar, estejam influindo no aumento dos casos de disfunção erétil.

Publicidade
Publicidade

Segundo ela, especialmente nos últimos cinco anos, houve um aumento no número de pacientes jovens impotentes.

A terapeuta afirmou que, historicamente, os homens que iam à clínica de Nottingham eram mais velhos, cuja disfunção erétil estava associada a fatores como diabetes e doença cardiovascular. Nos jovens, estes problemas não estão influindo, e uma das primeiras avaliações que Gregory faz no hospital é perguntar sobre hábitos de acesso à pornografia e masturbação, que podem ser a causa da impotência.

O problema foi exposto em um documentário da BBC intitulado Brought up on Porn (algo como "Provocado pelo Pornô", em tradução livre), que abordou o caso de um homem que passou pelo problema. Chamado apenas de "Nick", o jovem afirmou que começou a ver pornografia online aos 15 nos de idade, e que no auge de seu vício, chegava a assistir a cerca de duas horas de filmes adultos todos os dias, o que acabou tendo implicações em seus relacionamentos.

Publicidade

Devido ao conteúdo extremamente gráfico do que assistia, Nick não conseguia se excitar quando estava com alguém, e, após procurar um médico, acabou curado após 100 dias sem ver filmes ou imagens pornográficas.

De fato, um estudo publicado no Jornal de Ciências Comportamentais em 2015 afirmou que a pornografia online reflete comportamentos similares aos de toxicodependência de drogas, levando a uma redução da libido. Ou seja, o indivíduo precisa de conteúdos cada vez mais explícitos para se excitar, acabando em um círculo vicioso. #Medicina #Comportamento