A Sanofi Pasteur, divisão de vacinas da francesa Sanofi, já tem sua vacina - cujo nome é Dengvaxia - liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), como anunciado anteriormente aqui no Blasting News. Por outro lado, a vacina produzida pelo Instituto Butantan ainda não concluiu sua fase final de destes. O Instituto estima que poderá registrar sua vacina e disponibilizá-la somente a partir de agosto de 2018.

As duas vacinas são tetravalentes (imunizam contra os quatro sorotipos da #Dengue), mas não são iguais. Enquanto a francesa requer três doses semestrais, o que significa necessitar de um ano e meio para consolidação da imunização - embora já ocorra alguma imunização na primeira aplicação - a brasileira requer apenas uma única dose.

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A vacina do laboratório francês, apesar de tetravalente, apresenta pequena eficácia (47,1%) para o sorotipo 2 do vírus, o que faz com que sua proteção geral seja relativamente baixa (65,6%). Em uma referência comparativa, a vacina contra o sarampo oferece uma proteção de 98% e a da febre amarela de 90%.

Para a vacina brasileira a expectativa do Instituto Butantan é de que sua eficácia fique entre 80% e 90%, após a finalização dos testes. Mas, por enquanto, é apenas uma expectativa.

A vacina que já está disponível deverá custar, para hospitais, clínicas e distribuidoras entre R$ 132,76 e R$ 138,53, em função, sobretudo, da variação de ICMS em cada Estado. O preço que o consumidor final pagará por cada dose será bem diferente.

Ainda não existe uma posição formada pelo Ministério da #Saúde sobre a distribuição para a população dessa vacina (Dengvaxia) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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Recentemente o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin afirmou que não irá adquirir a Dengvaxia para utilização no Estado, mas aguardará a conclusão da vacina do Butantan, entre outros motivos pelo fato de ser tetravalente com uma única aplicação.

Entendendo a imunização

A dengue circula a partir do mosquito que pica uma pessoa contaminada. Esse mosquito também fica contaminado com o vírus. Quando picar outra pessoa ainda não contaminada, esta receberá também o vírus.

A vacinação consiste em imunizar as pessoas para que, no caso de ser picada por um mosquito contaminado, o seu próprio organismo não permitirá o desenvolvimento do vírus. Assim, se esta pessoa for picada novamente, por outro mosquito, não haverá vírus nela e o mosquito não se contaminará. Desse modo, reduz-se os vírus em circulação, eliminando a doença.

A vacina está indicada para pessoas entre 9 e 45 anos, que serão imunizadas diretamente, enquanto o restante da população se beneficiará indiretamente, com a redução de vírus circulante.

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É importante ressaltar que a vacina atua imunizando o indivíduo vacinado contra os vírus da dengue, não tendo qualquer efeito sobre os vírus da zika e da chikungunya. Tampouco afeta o mosquito vetor, Aedes aegipty, que continuará existindo, porém, cada vez mais, sem estar contaminado pelo vírus, que morrerão no organismo humano.