Casa, carro, esposa, filhos, trabalho, férias, lazer, stress e tantas outras características do nosso cotidiano compõem a realidade à qual estamos acostumados. Embora seja estranho e apelativo questionar os aspectos da nossa existência rotineira, uma pesquisadora afirma que, na verdade, todos os momentos que consideramos reais nunca existiram. Vivemos numa ilusão

De acordo com a professora de filosofia na Universidade de Notre Dame (Austrália), Laura D'Olimpio, podemos estar vivendo em uma realidade virtual, enquanto nosso cérebro está guardado em um frasco num laboratório, servindo como experimento científico de alguém.

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Para ela, nossa massa encefálica é mantida numa jarra, alimentada por meio de tubos que transportam os nutrientes ao órgão.

Embora seja praticamente impossível comprovar as alegações, Laura desafia qualquer pessoa a provar que ela está errada – algo que também é improvável de ser feito. De acordo com o jornal britânico Express, desta quinta-feira (4), a ideia de não vivermos no mundo real voltou a ser debatida no ambiente científico após a filósofa escrever um recente artigo sobre o tema para acadêmicos e cientistas. "As terminações nervosas do seu cérebro estão ligadas a um supercomputador que alimenta todas as sensações da vida cotidiana. É por isso que você está vivendo uma vida completamente normal”, observa a docente.

No artigo, Laura indaga se as pessoas realmente existem. Ela também argumenta que a realidade pode ser uma invenção da nossa imaginação, ou até mesmo uma ilusão meticulosamente arquitetada por alguma entidade.

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"Você pode dizer com absoluta certeza que não é verdade? Poderia provar para alguém que você não é na verdade um cérebro num cubo?", indaga. 

Apesar da ideia de não existirmos em um ambiente real parecer ter sido inspirada no filme Matrix (1999), essa concepção de que, talvez, as coisas não sejam tão simples como nosso cérebro nos induz a acreditar, já era proposta há séculos. Um dos filósofos mais conhecidos por questionar a ‘verdade’, o francês René Descartes (1596-1650), alegava essa possibilidade. “Podemos ter certeza de que estamos acordados agora e não dormindo, sonhando?”, diz a professora, inspirada no filósofo francês. 

Na concepção de Descartes um demônio onipotente e malicioso manipulava a nossa existência, nos levando a crer que vivíamos à realidade, quando, na verdade, ela poderia ser muito diferente da que conhecemos. Ainda que estejamos imersos na ilusão, ela é a nossa única verdade. Portanto, aproveite-a com moderação. Afinal: “penso, logo existo”.

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