Cientistas "constroem" o primeiro bebê de três pais da história. A técnica, que está sendo utilizada pela Universidade de Newcastle, permite que seja "misturado" o #DNA de duas mães e um pai, a fim de evitar o nascimento de bebês com defeitos em  suas mitocôndrias, ou seja, doenças genéticas, como por exemplo a distrofia muscular.

O procedimento consiste em substituir o DNA defeituoso por material de um óvulo saudável de uma doadora. A controvérsia é devido ao fato de que os bebês resultantes desta técnica possuiriam três pais.

O último parlamento do país mudou a lei para que fosse permitido este estudo e posteriormente o procedimento na prática. O HFEA (Fertilização e Embriologia Humana) solicitou mais provas, mostrando segurança e eficácia antes de licenciar o tratamento.

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Em junho deste ano, os cientistas disseram que haviam conseguido fertilizar os embriões, e que seus desenvolvimentos seguem em perfeitas condições esperadas pela equipe. No entanto, advertiram que alguns embriões sofreram mutação, dentro do percentual de 4%, fazendo com que não possam garantir a isenção de doenças hereditárias.

Os embriões foram mantidos vivos por apenas sete dias. As células foram retiradas e cultivadas por um período de tempo, a fim de verificar o seu desenvolvimento.

A equipe disse que apenas com uma triagem materna, a partir da gravidez, poderia verificar se o bebê estaria livre da doença.

A professora Mary Herbert, de Newcastle, disse que não sabe o que isso significa de fato para o desenvolvimento humano, mas que é preciso ter cautela, trabalhando duro, a fim de chegar o mais próximo do "zero carry-over", ou seja, da isenção total de doenças genéticas.

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O HFEA deve se reunir novamente para juntar provas e decidir se a concessão da licença será feita. Se a técnica for aprovada, será possível ter os primeiros bebês gerados e nascidos a partir da fertilização com esta técnica em 2017.

Os cientistas estudam para aperfeiçoar ao máximo a técnica para que possam então oferecer esperança para 150 mulheres por ano, que temem ter bebês com doença mitocondrial.

A pesquisa, que envolveu mais de 500 óvulos de 64 doadores, foi publicada na revista "Nature". #Fertilização in vitro #Bebê três pais