O site Daily Mail, do Reino Unido, informou que uma equipe de cientistas liderados pelo pesquisador russo Vyacheslav Ryabov conseguiu, pela primeira vez na história, registrar o que pode ser descrito como uma conversa inteligente entre dois golfinhos.

Yasha e Yana, dois cetáceos pertencentes à espécie de golfinhos que habita o Mar Negro, foram observados usando cliques e sons que formam "palavras" distintas, e organizando-as em sequências que se assemelham a frases completas.

A descoberta, segundo o Daily Mail, foi feita após os pesquisadores da Reserva Natural Karadag, localizada em Feodosia, na Rússia, desenvolverem um microfone subaquático, projetado especificamente para registrar os sons produzidos pelos animais.

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Esperando a vez de falar

De acordo com os cientistas, os golfinhos Yasha e Yana foram flagrados durante vários diálogos. Enquanto um deles "falava", o outro esperava até que os cliques e sons terminassem, e só então passava a produzir uma resposta.

Os pesquisadores de Karadag disseram que, assim como os seres humanos, os golfinhos são capazes de comunicar certas emoções, como, por exemplo, alegria ou estresse. Ryabov acrescentou que, essencialmente, essa troca de informações, de fato, se assemelha a uma conversa entre dois seres humanos.

O cientista afirmou ainda, segundo a reportagem divulgada pelo Daily Mail, que a linguagem dos golfinhos apresenta todas as características de design presentes na linguagem humana falada, o que indica que estes #Animais possuem altos níveis de inteligência e de consciência.

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Cérebro privilegiado

O golfinho possui um dos maiores cérebros entre os mamíferos, e o Daily Mail lembrou que a ideia de que este ser possui uma inteligência superior a de muitos outros animais tornou-se popular na década de 1950, por causa do cientista John Lilly.

Naquela época, Lilly realizou um estranho experimento. De acordo com o site alemão Spiegel Online, o pesquisador colocava eletrodos nos cérebros de golfinhos vivos, com o intuito de estimular seus neurônios. Certo dia, um dos animais ligados ao equipamento começou a emitir ruídos altos quando estava prestes a morrer, fato que Lilly interpretou como uma tentativa de comunicação desesperada por parte do animal. #Natureza #Curiosidades