De acordo com o site britânico Daily Mail, o neurocirurgião Sergio Canavero, que pretende realizar a primeira cirurgia de transplante de uma cabeça humana em 2017, delineou seus planos de fazer experimentos de reanimação de nervos em cadáveres.

Canavero e sua equipe, do Grupo de Neuromodulação Avançada de Turim, estão convictos de que realmente podem fazer o polêmico transplante de cabeça, e já existe até mesmo um voluntário para a perturbadora cirurgia: o russo Valery Spiridonov, programador de computador, 30 anos, que sofre de uma forma de atrofia muscular espinhal conhecida como Síndrome de Werdnig-Hoffmann.

Segundo o Daily Mail, o grupo liderado por Canavero pretende testar se é possível ligar a medula espinhal de uma cabeça humana em outro corpo, realizando experimentos com o uso de pulsos elétricos para estimular o sistema nervoso de pessoas recentemente mortas.

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O médico e seu colega chinês, Xiaoping Ren, chegaram a escrever artigos para a revista médica Surgical Neurology Internacional, traçando paralelos de seus planos com a clássica história de horror de Frankenstein, onde eletricidade é usada para reanimar o personagem fictício, composto de várias partes de cadáveres diferentes.

Procedimentos controversos

Um dos principais obstáculos em um transplante de cabeça seria a locomoção ou movimentação do paciente, uma vez que sua espinha precisaria ser cortada. No entanto, ainda de acordo com o Daily Mail, Canavero e sua equipe afirmaram, com base em um experimento realizado em um cão, que é possível reconectar uma medula espinhal, e permitir que movimentos corporais retornem.

Uma série de trabalhos de pesquisa publicada hoje detalhou como a reconexão da espinha do cão usado na experiência feita pelo grupo permitiu que o animal fosse capaz de andar e abanar o rabo, três semanas após ter sido paralisado do pescoço para baixo.

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Entretanto, as alegações feitas por Canavero foram recebidas com ceticismo por muitos membros da comunidade científica internacional, que alertam que experimentos feitos em animais, envolvendo transplantes de cabeça, não são suficientes para afirmar que um procedimento semelhante possa ter sucesso em seres humanos. #Inovação #Curiosidades #Medicina