Pesquisadores do instituto Chatham House, órgão independente de estudos políticos, situado em Londres (Inglaterra), divulgaram relatório onde alertam para as possíveis consequências de ataques hackers a satélites e demais tecnologias espaciais.

Segundo eles, esse cenário poderá ocasionar uma “catástrofe global” na frágil sociedade moderna. O instituto informa que somente em 2015, os ataques cibernéticos em todo o mundo geraram um prejuízo total de 973 milhões de dólares.

Agora, especialistas advertem sobre a tênue segurança dos objetos espaciais conectados à internet. Conforme o jornal britânico Daily Mail, de quinta-feira (22), peritos avaliam que em breve os ‘bandidos virtuais’ poderão acessar satélites e usá-los como armas contra qualquer nação que os marginais desejarem atacar.

Publicidade
Publicidade

De acordo com os membros do Chatham House, governos e empresas responsáveis pela produção de satélites e outros equipamentos usados na órbita da Terra, negligenciam a segurança desses produtos.

Para os analistas, em breve, hackers, sem sair de casa, serão capazes, usando apenas a internet, de comandar esses instrumentos e manipulá-los de forma maliciosa.

Estudiosos argumentam que a falta de preocupação por parte de empresas e governos, com esse tipo de episódio, pode desencadear um cenário apocalíptico, onde satélites de telecomunicações e militares, ao invés de auxiliarem a sociedade global, serão usados como armas para destruir o mundo em que vivemos.

Outra preocupação avaliada pelos membros da entidade diz respeito a chance de grupos terroristas adquirirem acesso a esses instrumentos.

Publicidade

Nesse contexto, ‘o problema’ seria ainda maior, pois, grande parte da infraestrutura moderna, como transportes aéreos, comunicações e sistemas de defesa, são dependentes de satélites e outros instrumentos espaciais.

Para a diretora de segurança internacional do Chatham House, Patricia Lewis, a maior dificuldade em deter os hackers refere-se ao aspecto do crescente avanço tecnológico. Ela acredita que as pessoas são afetadas pelo “envelhecimento digital”.

Nesse contexto, a geração mais velha teria dificuldade em acompanhar as novas tecnologias empregadas pelos hackers. “As pessoas mais jovens usam comunicações espaciais e cibernéticas de forma que torna difícil para as gerações mais velhas compreender plenamente a gama de tecnologias e ameaças”, explica.   

Hacker chineses controlam carro a distância

Embora esse tipo de situação pareça distante da nossa realidade, a verdade é que ela já está acontecendo, ao menos de maneira experimental.

Conforme a revista Autoesporte, na última segunda-feira (19), hackers chineses conseguiram controlar, a distância, o veículo elétrico Tesla Model S. Eles identificaram uma falha na parte computadorizada do automóvel que possibilitou aos invasores controlarem o sedã à distância e em movimento (Veja o vídeo abaixo).

Publicidade

Após a invasão, eles destravaram as portas do carro, abriram o teto solar, mexeram nos ajustes dos bancos, ligaram as setas, abriram o porta-malas e acionaram os freios. A Tesla Motors cumprimentou os asiáticos pelo feito.

Para invadir o sistema do carro, os chineses fizeram o veículo se conectar a um sinal de wi-fi malicioso. Dessa forma, aproveitaram uma falha no navegador enquanto o motorista usava a web para achar o posto de recarga para a bateria elétrica do Tesla Model S.  

#Mídia #Curiosidades #Tecnologia