O caso da criança de quatro anos que nasceu "grávido" é considerado extremamente raro. Segundo informações do jornal Daily Mail, ele sofre de uma #Doença conhecida como fetus in fetu. O garoto pertencente a aldeia de Kharikabandh, nasceu com uma doença tão rara que afeta uma em cada 500 mil crianças. Segundo a família, certo dia o menino começou a se queixar de fortes dores na região do abdômen. Após ser levado para um hospital e de acordo com a realização dos exames, os médicos logo acreditaram na tese de que poderia se tratar de um tumor.

Mas, segundo as imagens de ultrassom e tomografia, constatou-se que a criança estaria "grávida" de um feto que havia se desenvolvido, porém estava sem vida no interior do seu abdômen.

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De acordo com informações do site de noticias International Business Times, o corpo estranho já tinha o formato das mãos, além de pernas, unhas e uma cabeça em fase de desenvolvimento. A criança precisou passar por um procedimento cirúrgico para a retirada do feto.

Um caso semelhante foi registrado na China, quando um estudante de 11 anos teve que ser internado em um hospital e foi detectado um braço no interior do seu tórax, tendo ele sido diagnosticado com a doença do fetus in fetu. Mas nesse caso, o feto não conseguiu se desenvolver e foi absorvido pelo organismo do paciente. Como sua família não tinha dinheiro para bancar o tratamento do garoto, ele teve que esperar por vários anos até seus familiares terem condições para pagar por uma cirurgia.

Segundo especialistas, o fetus in fetu é considerada uma doença extremamente rara, onde o feto mal formado acaba sendo absorvido pelo corpo do irmão gêmeo, ou seja, isso pode ocorrer em mulheres grávidas de gêmeos.

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Nesse caso, um dos fetos poderia adentrar no outro pelo cordão umbilical. Uma vez dentro do corpo do irmão, ele atuaria como uma espécie de parasita, dependendo de seu corpo para poder sobreviver. Na maioria das vezes os fetos diagnosticados com a doença não sobrevivem depois do nascimento, uma vez que o procedimento é considerado de alto risco.

Em 80% dos casos, o feto é diagnosticado no abdômen do paciente, embora existam alguns relatos onde o feto é diagnosticado no crânio dos pacientes. Mesmo que os diagnósticos estejam ganhando grande popularidade mundial, a Organização Mundial de #Saúde (OMS), classifica o fetus in fetu como uma espécie de teratoma madura, ou seja, uma espécie de tumor desenvolvido. #Curiosidades