A Organização Mundial de #Saúde (#OMS) estabelece recomendações para a prevenção e tratamento de doenças em nível global, incluindo as doenças sexualmente transmissíveis (#DST) e emitiu, no dia 30 de agosto, uma nota específica a respeito de três infecções bacterianas recorrentes e que têm sido motivo de preocupação: sífilis, clamídia e gonorreia.

De acordo com a instituição, o número de ocorrências dessas doenças têm aumentado significativamente e seu tratamento está caminhando para a ineficácia devido ao uso exagerado de antibióticos, às vezes por um período de tempo prolongado ou em quantidades maiores que o necessário.

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Isso faz com que as bactérias mais resistentes aos medicamentos sejam selecionadas e se multipliquem. 

O aumento das infecções, nos Estados Unidos, tem ocorrido rapidamente entre jovens de 15 a 24 anos de idade, que representam metade dos 20 milhões de novos casos anuais - trata-se da primeira vez, desde 2006, que as notificações para essas 3 doenças se mostram maiores que nos anos anteriores. A ocorrência de DST nos EUA. é mais comum entre mulheres dos 20 aos 24 anos, idade em que frequentam a graduação (fatores como pressão dos parceiros para que deixem de usar a camisinha e adotem apenas anticoncepcional, múltiplos parceiros - ou parceiros que têm múltiplas parceiras -, até mesmo abusos recorrentes em festas universitárias, entre outros, contribuem para que essa realidade permaneça).

O caso mais alarmante, até o momento, é o da gonorreia, que apresenta cepas da bactéria causadora da infecção que não respondem mais a nenhum medicamento disponível no mercado.

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A recomendação óbvia da OMS é o uso de camisinha para evitar a contaminação por qualquer uma das DST. Em termos de tratamento, o uso de antibióticos deve ser controlado e acompanhado de perto pelo médico, selecionando o medicamento certo para cada caso - em vez de optar por uma substância de ação geral como é o caso da quinolona, que deve ser evitada.

Os dados evidenciam, ainda, a necessidade de se implementar a educação sexual para alertar adolescentes sobre os riscos múltiplos da falta de prevenção adequada. Fechar os olhos para o fato de que jovens já têm uma vida sexual ativa pode fazer com que eles deixem de procurar ajuda quando notam algo de errado em seus corpos, por medo ou vergonha, levando a consequências muito piores a longo prazo.