À medida em que os avanços tecnológicos empregados nas pesquisas astronômicas tendem a detectar a existência de planetas semelhantes a Terra, ao mesmo ritmo crescem as expectativas dos pesquisadores em encontrar alguma forma devida além do nosso mundo.

Após a Agência Espacial Americana (NASA) anunciar em agosto passado, a descoberta de um planeta rochoso semelhante ao nosso, chamado Proxima b, situado na órbita da estrela anã-vermelha Proxima Centauri, na constelação de Alpha Centauri - há 4,2 anos-luz de nós -, três personagens influentes no mercado tecnológico, científico e financeiro, uniram forças para detectar a presença de vida naquele astro.

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O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, junto ao magnata russo Yuri Milner e ao físico teórico Stephen Hawking, em entrevista exclusiva ao jornal britânico Daily Mail, desta sexta-feira (23), revelam que investirão cerca de 100 milhões de dólares no financiamento de um audacioso projeto que visa detectar sinais de vida extraterrestres em Proxima b.

Batizado de Breakthrough Listen, o programa objetiva ouvir as mensagens dos alienígenas por meio dos telescópios mais avançados da atualidade. Em depoimento ao periódico, Milner informa que o trio, antes mesmo da revelação de Proxima b, já planejava enviar uma sonda à constelação de Alpha Centauri, onde o planeta está localizado.

“Ele [descoberta de Proxima b] veio apenas alguns meses depois de Stephen Hawking e eu, com o apoio de Mark Zuckerberg, lançarmos nosso projeto Starshot Breakthrough, que visa lançar uma pequena nave espacial a Alpha Centauri dentro de uma geração”, comenta o bilionário russo, que celebra o fato de agora terem um alvo tangível: Proxima b.

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Prontos para começar

Conforme a jornalista do Daily Mail, Ellie Zolfagharifard, o trio pretende iniciar as observações de emissões de rádio que diferem do ruído de fundo natural, no início de outubro. Para isso, eles atuarão em conjunto com membros do Observatório Parkes, na Austrália.

O mesmo observatório ficou mundialmente conhecido após receber em tempo real imagens televisivas do pouso da Apollo 11 na Lua, em 1969.

De acordo com o diretor do SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre), Andrew Siemion, o tempo de atuação do projeto não tem data para acabar.

Ele explica que não há como mensurar o prazo do ambicioso programa. “ É difícil prever quanto tempo a pesquisa irá durar, mas nós sabemos que todas as condições necessárias para a vida surgir na Terra são onipresentes no universo”, avalia.

Uma das principais preocupações dos envolvidos no trabalho é evitar a repetição de falsos sinais alienígenas, como aconteceu ao radiotelescópio RATAN-600 em Zelenchukskaya, Rússia.

Abaixo, veja uma simulação da interação de Proxima b com a estrela Proxima Centauri.

 

#Inovação #Mídia #Curiosidades