A #Alucinação Auditiva é experimentada por mais pessoas no mundo do que se imagina. Segundo matéria publicada no jornal britânico The Independent, o fenômeno acontece principalmente com pessoas acima dos 60 anos e que já tenham perdido seus parceiros ou cônjuges.

Ouvir vozes que outras pessoas não estão ouvindo é uma experiência significativa. Assim como ocorre com os sonhos, há quem veja significados extracorporais no fenômeno. No entanto, no ramo da saúde, a presença de sintomas desse tipo está diretamente ligado ao diagnóstico de transtornos mentais, como a esquizofrenia, que a maioria dos profissionais de #Psiquiatria acredita ser causada por fatores genéticos e bioquímicos – muito mais do que uma resposta a eventos de vida e circunstâncias.

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Apesar de menos de 1% da população mundial receber esse tipo de diagnóstico, pesquisas e estudos internacionais, em diferentes culturas e regiões, descobriram que cerca de uma em cada oito pessoas já experimentou alucinação auditiva, pelo menos uma vez na vida.

John Read, autor da matéria, descreveu sua própria experiência: “Eu posso dizer que sou um desses que só ouviu uma vez na vida, pelo menos até agora. No dia após meu amigo falecer num acidente de carro, anos atrás, ele falou comigo”. Read, que é psicólogo clínico, pensou que “estava ficando louco”.

“Percebi que ele tinha acabado de me dizer adeus, e não importa realmente se ele estava lá ou se eu estava imaginando”, concluiu o jornalista. Em muitos anos de carreira, Read relata que algumas pessoas ouvem incentivos e coisa boas. Outras, no entanto, ouvem coisas ruins.

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Para alguns, começa ainda na infância, com #Amigos Imaginários, e há os que experimentam o fenômeno após a maturidade. Pessoas com mais de 60 anos, e que ficaram viúvas há pouco tempo, parecem ficar mais suscetíveis ao fenômeno.

Uma característica comum a todos os pacientes é que eles costumam atribuir um sentido a suas vozes, e rejeitam a noção de que elas podem ser apenas expressões de um desequilíbrio químico ou biológico.

Muitas culturas encaram a alucinação auditiva como algo normal. Na Nova Zelândia, por exemplo, um pesquisador entrevistou 80 pessoas do povo Maori, tentando descobrir a causa do fenômeno. Para eles, no entanto, as vozes são algo absolutamente normal e parte da vida comum. Um deles respondeu: “Para mim, ouvir vozes é como dar bom dia a sua família de manhã. Nada fora do normal”.