Astrônomos utilizando o observatório ALMA, no Chile, encontram pela primeira vez um disco de poeira ao redor de uma estrela que está se fragmentando para formar mais duas estrelas. Chamado de L1448 IRS3B, o jovem sistema estelar triplo está se formando a 750 anos-luz da Terra, na direção da constelação de Perseu.

Sistemas com estrelas solitárias, como o nosso Sol, não são tão comuns quanto os astrônomos imaginavam. Atualmente, acredita-se que metade das estrelas da nossa galáxia possui pelo menos uma estrela companheira. A maioria deles são compostos por sistemas binários, com duas estrelas, mas já foram descobertos sistemas estelares triplos, quádruplos, quíntuplos.

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Alfa Centauri, o sistema estelar mais próximo da Terra, possui três estrelas. Recentemente foi descoberto que ao redor da menor delas existe um exoplaneta com tamanho próximo da Terra e com possibilidade de ter água em sua superfície.

As estrelas formam-se no interior de nebulosas, gigantescas nuvens de gás e poeira. Conforme a nebulosa entra em colapso, são formados núcleos densos de matéria que vão atraindo cada vez mais material, conforme a gravidade aumenta. Eventualmente, esses núcleos atingem temperatura e pressão suficientes para dar início ao processo de fusão nuclear. Quando isso ocorre, dizemos que “nasceu” uma estrela.

Júpiter, uma estrela fracassada

Astrônomos acreditam que Júpiter por pouco não se tornou numa estrela companheira do Sol. Durante a formação do #Sistema Solar, assim como o Sol, #Júpiter também estava atraindo uma grande quantidade de matéria da nebulosa primordial.

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No entanto, o Sol ganhou massa muito mais rápido, iniciando a fusão nuclear e expulsando os restos da nuvens de gás e poeira, interrompendo assim o processo de agregação de matéria por Júpiter.

Estima-se que se Júpiter tivesse acumulado 10 vezes mais massa em sua formação, teria se tornado numa pequena estrela anã marrom. Nesse caso, viveríamos num Sistema Solar binário e nossas noites seriam muito raras.

ALMA

O ALMA, sigla de “Atacama Large Millimeter/submillimeter Array”, é um observatório instalado nos Andes Chilenos, que utiliza 66 antenas de alta precisão, distribuídos numa distância de 16 km. Trabalhando em conjunto, as antenas detectam a radiação dos objetos mais frios do Universo, analisando o comprimento de onda da ordem do milímetro, entre o infravermelho e as ondas de rádio, chamada de radiação milimétrica e submilimétrica. #Astronomia