Os casos de cirurgias bem sucedidas em #Bebês que nascem com má formação, sendo ligados por alguma parte de seu corpo, vêm aumentando cada vez mais com os avanços da #Medicina. Os casos raros de gêmeos siameses acontecem por causa de um atraso da separação dos embriões que são gerados a partir de um mesmo óvulo.

A gestação de gêmeos pode acontecer de duas maneiras distintas: através de dois óvulos, gerando assim dois bebês independentes (o que ocorre na maioria dos casos), e também quando dois embriões são formados através de um único óvulo.

Quando acontece a gestação em um único óvulo, há um prazo de separação saudável dos embriões para que não ocorra o caso de ligação, que é de no máximo 12 dias.

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Caso não ocorra esta separação, os bebês serão gerados ligados de alguma maneira.

Foi o que aconteceu com Jadon e Anias McDonald, bebês de um ano de idade que nasceram com uma rara ligação, uma união entre os crânios. Além de serem ligados pelo cabeça, partes de seu cérebro também estavam ligadas, dificultando ainda mais a #Cirurgia de separação.

Depois de muitas pesquisas e mapeamentos avançados, a cirurgia, conhecida como craniopagus, deu início com a participação de 40 médicos envolvidos, onde trabalharam por 27 horas na realização. Algumas complicações aconteceram mesmo após tanto estudo feito, pois os médicos não conseguiram identificar, por meio dos mapeamentos realizados, uma ligação de área de 5 por 7 centímetros da massa cerebral, fazendo com que a cirurgia demorasse ainda mais.

Considerada uma das cirurgias mais complexas da medicina, a craniopagus realizada nos gêmeos aconteceu pouco depois dos bebês completarem um ano de vida.

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É também um dos casos mais raros de siameses, ocorrendo em um em cada 2,5 milhões de nascimentos de gêmeos.

Foi a quarta cirurgia do tipo que James Goodrich, chefe da equipe médica, realizou devido a raridade dos casos. Os irmãos tiveram diferentes complicações no pós-cirúrgico. Anias apresentou um caso de convulsão um dia depois de ser operado e seu irmão Jadon ficou com um lado do corpo em estado de paralisia.

O médico afirma que é necessário esperar mais tempo para a observação de possíveis sequelas e tratamentos. Os pais estão otimistas e acreditam que os filhos poderão ter uma vida normal após está complicada separação.