Jefferson Hora dos Santos, de 31 anos, foi internado em um hospital de Mato Grosso para retirada de uma bala que estava alojada perto da coluna. O que ele não esperava é que sairia da clínica sem um dos rins. 

O que aconteceu?

Foi em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, que Jefferson entrou em uma discussão de trânsito, no dia 11 de setembro. Em meio a briga, ele levou um tiro e, uma hora depois, foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o Hospital Regional daquela cidade. Lá ele passou por uma cirurgia para a retirada da bala.

A vítima explicou o que aconteceu. Ele disse que um carro passou por ele e a esposa, ultrapassando de forma irresponsável, quando a motorista buzinou.

Publicidade
Publicidade

Logo, o outro motorista deu ré, parou o carro e desceu do veículo, andando em direção a Jefferson. Neste momento, Jefferson decidiu iniciar um diálogo e tentar acalmar a situação, mas o outro homem sacou uma arma e atirou duas vezes.

Dias depois, Jefferson foi a um pronto-atendimento para retirada dos pontos. Chegando lá, o operador reclamava de dores e o atendente dizia que tais dores eram consequência da anestesia. 

Ele voltou para casa e, na semana seguinte, foi novamente à unidade para retirar o restante dos pontos, quando voltou a reclamar de dores e o atendente retrucou com as mesmas explicações.

Porém, a dor só piorava e Jefferson foi atendido no mesmo local quando um raio-x foi solicitado. O resultado do exame mostrou que os médicos retiraram um dos rins do paciente e que este ainda estava com a bala alojada próxima à coluna vertebral.

Publicidade

Jefferson está afastado do trabalho por 60 dias e precisará passar por perícia médica do INSS no final do mês, em Barra do Garças, que fica a 516 km de Cuiabá, já que o hospital de Rondonópolis não dispõe de peritos.

Revoltado com a situação, o operador buscou a polícia, mas não conseguiu fazer um boletim de ocorrência sobre o ocorrido, porque o laudo ainda não está pronto. Os oficiais disseram, de acordo com o que relata Jefferson, que precisavam do laudo, já que a vítima havia dado entrada no hospital.

A esposa retornou à unidade e o atendente alegou que o documento ainda não estava pronto. “Um pai de família ficar nessa situação é difícil”, desabafou Jefferson.

O posicionamento do hospital

A assessoria do Hospital Regional informou que irá apurar o caso para entender o que aconteceu e afirmou que a equipe irá resolver a situação com rapidez.

O diretor do hospital, Luiz Antunes, não se desculpou e disse que a prioridade durante o atendimento era retirar o rim atingido pela bala para salvar a vida do paciente. #Tragédia #Erro Médico #negligência