Apesar dos veículos de comunicação não terem noticiado, o aumento da ocorrência de sífilis no Brasil é preocupante já há algum tempo. Há cerca de dois dias, no entanto, o ministro da #Saúde, Ricardo Barros, admitiu publicamente que o país enfrenta uma epidemia. Segundo o ministro, foi estabelecido um pacto que visa a mobilização de profissionais da saúde e da população para reduzir a incidência e o avanço da doença.

Em agosto, a Organização Mundial de Saúde emitiu uma série de recomendações diante do aumento considerável de três infecções bacterianas por todo o mundo: sífilis, gonorreia e clamídia. Essas doenças não apenas se tornaram mais incidentes, como também seu tratamento está mais difícil devido ao uso exagerado de antibióticos, fazendo com que as bactérias criem resistência aos medicamentos.

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Entre 2014 e 2015, no Brasil, foi registrado um aumento de 20,9% de casos em gestantes e de 19% de casos congênitos (ou seja, de bebês que já nascem com a infecção). O Estado antecipou ainda que cerca de metade das infecções em grávidas apenas é diagnosticada no terceiro semestre de gestação, o que aumentam ainda mais as chances do bebê ser infectado - o ideal é que o tratamento comece logo no primeiro trimestre de gestação.

O governo irá anunciar, provavelmente na próxima semana, o aumento do preço da penicilina, principal antibiótico usado no tratamento da sífilis (inclusive a congênita). Essa medida é uma tentativa de incentivar empresas farmacêuticas a produzirem o medicamento, que está em falta no mercado há pelo menos dois anos. 

É importante que a doença seja tratada tão logo a pessoa desconfie dos sintomas, que começam entre 3 e 4 semanas após a infecção.

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Em sua fase primária, podem surgir feridas nos próprios locais em que a infecção ocorreu, as quais não sangram nem causam dor (nos órgãos genitais, ânus ou boca, normalmente; apesar de raramente, podem surgir também lesões em outras áreas, como nos dedos). Essas lesões somem em até 12 semanas, e a pessoa infectada pode, enganosamente, acreditar que está curada e que não se trata de algo mais grave.

Em sua fase secundária, contudo, novas lesões surgem na forma de erupções cutâneas que aparecem nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, as quais podem durar por volta de duas semanas. A pessoa pode sentir ainda febre, falta de apetite e cansaço, além de sofrer com aftas. Posteriormente, há uma fase de latência que pode variar de algumas poucas semanas a vários anos. Novamente, o desaparecimento dos sintomas leva, perigosamente, à crença de que a pessoa está curada. Por fim, há ainda uma fase terciária e mais perigosa que pode ser responsável por lesões muito mais graves, além da possibilidade de prejudicar o cérebro e o coração, eventualmente levando à morte. 

Assim, qualquer pessoa que venha a experienciar lesões como as anteriormente especificadas deve imediatamente procurar um médico, a fim de evitar o desenvolvimento da infecção.

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Obviamente, cabe lembrar a necessidade de se prevenir usando a camisinha (masculina ou feminina), método que parece ser, até o momento, o mais eficazr contra a sífilis e diversas outras DSTs. #DST #alerta