Uma mulher estava usando um método #Contraceptivo quando engravidou. Ela acreditava estar protegida e, nessa fase de sua vida, não desejava ser mãe. Ainda por cima, foi engravidar de gêmeos. Mais tarde, processou a empresa que estava produzindo o contraceptivo que estava utilizando, pedindo uma indenização de 20 mil reais. O caso aconteceu no Crato, no interior do Ceará.

O Tribunal de Justiça do Ceará declarou que teria mesmo acontecido um erro grave, que levou a essa gravidez. Da parte da mulher, ela fez tudo como recomendado, comparecendo em todas as consultas. Colocou o método contraceptivo que disseram ser mais seguro e confortável para ela, o #diu (Dispositivo Intra Uterino).

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Ainda mais, ela colocou o aparelho com a orientação de uma médica da rede pública de saúde.

Por suas dificuldades financeiras, ela foi aconselhada a colocar o DIU, devido ao tempo maior de duração da proteção. Garantiram que, durante quatro anos, ela estaria segura e poderia manter relações sexuais, convencida de que não engravidaria.

No entanto, dois anos depois da médica do planejamento familiar ter colocado o método contraceptivo, ela engravidou de gêmeos, uma gravidez indesejada, que mudou completamente sua vida. Ela pretendia terminar seu curso universitário e iniciar sua busca pelo mercado de trabalho e viu seus planos todos alterados.

Quando ela apresentou queixa, dirigiu sua ação contra a médica e a empresa do aparelho DIU, uma vez que ela nunca foi informada que esse método não seria seguro.

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E, no final de dois anos, seu ciclo menstrual sofreu uma alteração e a gravidez aconteceu para seu espanto.

A médica garante ter aplicado o aparelho da forma correta e a prova de isso é que nunca sofreu qualquer desconforto com ele. Já a empresa, a Cepeó Contraceptivos, foi considerada culpada por ter no mercado um produto que não cumpre com sua função. E, pior ainda, não informou o consumidor de que o aparelho não era seguro.

A empresa se defendeu dizendo que não existe método contraceptivo que seja 100% seguro, mas o juiz acredita que isso não foi bem especificado quando forneceram o produto, acreditando que a companhia é mesmo culpada e a mulher tem direito a receber sua indenização. #Maternidade