É tradição pensar que quando o assunto é bebida alcoólica, os homens é que se sobressaem com relação ao consumo. Eles geralmente bebiam muitas vezes mais que as mulheres, porém, um novo estudo global surpreende e afirma que essa cultura mudou: agora elas andam consumindo bebida alcoólica em quantidade similiar ao público masculino. Quem revelou a informação foi o periódico científico BMJ Open, através dos pesquisadores do Centro Nacional De Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade de New South Wales, localizado na Austrália. Os especialistas analisaram mais de 4 milhões de mulheres e homens durante muitos anos e, ao final da pesquisa, veio a informação surpreendente: elas bebem mais.

“Desde 1950 nós observamos um aumento no consumo de álcool pelas mulheres.

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O consumo de bebidas em casa têm aumentado continuamente”, revela a diretora de campanhas da ONG britânica Alcohol Concern, Emily Robinson. Ela explicou que, com o passar dos anos, o preço das bebidas alcoólicas foi diminuindo e acabou se tornando um produto básico nos momentos das compras de supermercado. A especialista conta que já existe campanhas da mídia que vendem esse tipo de bebida voltadas para o público feminino, da mesma forma que já existem várias propagandas sobre o consumo de álcool para os homens.

“Beber muito, frequentemente, pode acarretar problemas de saúde físicos e mentais”, alerta a especialista. Emily lembra as mulheres que gostam de uma ‘cervejinha’, ‘vinho’ ou destilados, que a ciência explica que o organismo feminino é mais ‘frágil’ que o organismo dos homens. Por exemplo, o fígado das mulheres são menores do que os deles.

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Além disso, o próprio corpo da #Mulher tem menos líquido do que o dos homens e isso acarreta nas mulheres muitos problemas de saúde, caso elas exagerem nas bebidas alcoólicas pelo fato de que esse líquido consegue se concentrar com mais facilidade nos órgãos das mulheres.

Os especialistas alertam que é preciso que as mulheres entendam a hora de ‘dar um tempo’ na bebida ou simplesmente diminuir o consumo para que elas não passem a ter que conviver com algumas doenças trazidas pela bebida alcoólica.