A enfermeira escocesa Pauline Cafferkey trabalhava em Serra Leoa, na África, no combate ao #vírus #Ebola quando, em 2014, voltou para a Europa, e em um aeroporto de Londres foi diagnosticada com a doença. Na época, foi tratada e os médicos consideraram que estava livre da #Doença.

Hoje pela manhã, Pauline deu entrada novamente no hospital Queen Elizabeth, que fica próximo à sua casa em Cambuslang, perto de Glasgow, cidade da Escócia, escoltada por policiais. Um porta-voz do hospital Queen Elizabeth informou que "a senhora Cafferkey foi admitida no Hospital Universitário Queen Elizabeth sob monitorização de rotina pela equipe de doenças infecciosas" e que "ela está passando por novas investigações e sua condição permanece estável".

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Tudo isso aconteceu semanas depois de a enfermeira ter enfrentado uma audiência para responder sobre acusações de ter ocultado sintomas da doença ainda em 2014, quando ainda estava trabalhando no continente africano. No mês passado, ela foi inocentada pelo Conselho de Enfermagem e Obstetrícia. 

Quando Pauline atuava no continente africano, em Serra Leoa, contraiu a perigosa enfermidade ao interagir com pacientes portadores do vírus. Na época, a enfermeira tinha voltado para a Europa, e no aeroporto de Londres, ao sentir sintomas intensos, como febre, foi diagnosticada oficialmente com a terrível doença. 

O caso criou algum receio na Europa, com a possibilidade de que outras pessoas, viajando de África, pudessem realmente trazer o vírus conigo. Na ocasião, Pauline foi levada ao hospital londrino Royal Free, onde ficou por um mês confinada em tratamento intenso.

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Em janeiro de 2015 recebeu alta, mas voltou ao mesmo hospital em outubro de 2015, quando foi diagnosticada com meningite adquirida em função do ebola. Em novembro daquele ano voltou para casa, mas o vírus original causou complicações novamente.

A enfermeira foi inocentada recentemente das acusações de ter ocultado a doença antes de ir para a Europa. O julgamento teria sido prejudicado porque ela disse ter recebido liberação da segurança do aeroporto inglês para que ela própria medisse sua temperatura. Por outro lado, Pauline admitiu ter permitido que médicos registrassem informações incorretas sobre o estado de saúde dela, naquele momento. Também admitiu que havia tomado paracetamol para baixar a febre e, naquele momento, não passou essa informação para os profissionais que a estavam tratando.