Em poucos meses, quem sabe até nas próximas "águas de março", vamos saber se a Fosfoetanolamina é realmente eficaz no tratamento contra o câncer, quando devem sair os resultados da segunda fase dos testes em humanos, que começaram a ser feitos no fim de julho. 

O hospital responsável é o ICESP, Instituto do Câncer de São Paulo. O estudo é uma iniciativa do governo estadual. Na primeira fase, 10 voluntários com câncer tomaram a pílula durante dois meses. Como foi verificado que a fosfo é segura, a pesquisa seguiu para a próxima etapa que vai envolver 210 pacientes, 21 em cada grupo.

São 10 grupos com os tipos mais comuns da doença.

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O grupo que demonstrar alguma resposta ao tratamento vai para a fase 3, quando nessa fase esses grupos serão expandidos progressivamente, podendo chegar a 100 pessoas em cada um. 

No final, o estudo completo pode envolver até mil pacientes, mas uma coisa que pouca gente sabe é que há uma regra na Anvisa que permite que um medicamento seja registrado antes mesmo de completadas todas as fases de testes em humanos. Milhares de pessoas que entraram com liminares na justiça para terem acesso ao tratamento esperam com ansiedade o resultado dos estudos. 

Além do estudo em São Paulo, uma outra frente de pesquisa foi organizada pelos Ministérios da #Saúde e da Ciência e Tecnologia ainda em 2015. Quatro laboratórios vinculados a centros de pesquisa públicos estão envolvidos no processo. 

Ao contrário do paulista que já começou testando humanos, esses centros decidiram recomeçar tudo, e refazer os testes de laboratório em células e em animais, antes de seguir com o estudo em pessoas.

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Um relatório divulgado em agosto pelo núcleo de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos da universidade federal do Ceará atestou a eficácia da substância em camundongos. A pesquisa comparou a Fosfo com um medicamento já usado contra o câncer

Os dois  conseguiram reduzir o tamanho do tumor. O remédio inibiu o crescimento tumoral em 93% e a #Fosfoetanolamina em 64%, de acordo com o pesquisador que coordenou o estudo. #Curadocancer