Segundo informações divulgadas pelo site britânico Express, a revisão de um estudo intitulado Viking Labeled Release teria revelado que vida microbiana extraterrestre foi encontrada no solo de Marte, no ano de 1976.

Na década de 1970, a NASA enviou ao Planeta Vermelho duas missões não tripuladas, que foram batizadas de Viking 1 e Viking 2, respectivamente.  De acordo com a nova pesquisa, as duas amostras de solo coletadas naquela época pelos artefatos robóticos - que estavam separados por uma distancia de aproximadamente 6.400 km -, viriam a revelar um fato surpreendente.

O Express relembrou que as amostras do solo marciano em questão foram trazidas para a Terra e submetidas a uma série de análises e testes, que incluíram adição de nutrientes, aquecimento e armazenamento em escuridão total por um período de dois meses.

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Alguns cientistas que trabalharam com o material teriam constatado que os testes indicavam sinais de atividade microbiana, apresentado características incrivelmente semelhantes aos resultados obtidos com as análises de porções de terra provenientes do Alasca, da Antártida e da Califórnia.

Descrença e revisão

Naquela época, outros cientistas contestaram a revelação, afirmando que os resultados obtidos foram causados por um oxidante não biológico presente no solo marciano, que teria levado a um resultado falso.  

No entanto, conforme revelou o Express, uma revisão do estudo original foi feita recentemente pelo Dr. Gilbert V. Levin, da Universidade do Arizona, e pela Dra. Patricia Ann Straat, do National Institute of Health (Instituto Nacional de Saúde), dos Estados Unidos, e os cientistas teriam chegado à conclusão que, de fato, sinais de vida foram mesmo encontrados nas amostras provenientes de Marte.

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A dupla de pesquisadores escreveu um artigo que foi publicado na revista Astrobiology, afirmando que os resultados dos experimentos feitos com o solo marciano apresentam características semelhantes às que são obtidas quando os testes são feitos envolvendo a terra de nosso planeta, demonstrando consistência com "uma explicação biológica".

Segundo o Express, Levin e Straat enfatizaram que os resultados ainda precisam ser confirmados, e questões de saúde e segurança agora devem ser lavadas em consideração. A preocupação se justifica, uma vez que os Estados Unidos planejam enviar missões tripuladas à Marte, e o contato com formas de vida de outro mundo poderia causar impactos imprevisíveis no organismo humano. #Curiosidades #EUA