Em uma nova fase de testes realizados em cobaias humanas pelo Instituto do Câncer, do Estado de São Paulo, a fosfoetanolamina sintética, também conhecida como pílula do câncer. Na ocasião os testes foram considerados seguros sem apresentar nenhum efeito colateral em pacientes. Os dados sobre a pesquisa foram apresentados na manhã da última quarta-feira (5), na ocasião também foi anunciado a nova fase de testes que irá avaliar a eficácia do medicamento que deverá ter início nas próximas semanas.

De acordo com Paulo Hoff, diretor geral do Icesp, no inicio a pílula foi testada em dez pacientes, onde seis tiveram que ser substituídos após apresentarem a progressão da doença, piorando seu estado de saúde, na ocasião acabaram sendo substituídos por outros seis.

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Durante o tratamento foram disponibilizados doses normais aos pacientes, com três cápsulas por dia. A fase de testes foi encerrada e das dez cobaias humanas nenhuma apresentou efeito colateral grave.

Na próxima fase da pesquisa, os pesquisadores pretendem reunir em torno de 20 pessoas voluntárias que serão distribuídas em dez grupos de tumores pré estabelecidos. Destaque para o câncer de pulmão, fígado e próstata. Para Hoff, apesar de alguns pacientes serem diagnosticados com a progressão da doença, isso não representa que o medicamento não faça efeito. Segundo o pesquisador, o objetivo da pesquisa não era testar a eficácia, mas concluir de que o produto não é tão eficaz como muitos acreditam ser.

De acordo com  pesquisadores a primeira fase da pesquisa durou por dois meses. A tendência é para que as próximas fases da durem em torno de quatro a cinco meses.

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Para seguir para as próximas etapas, cada grupo terá que alcançar ao menos três resultados considerados satisfatórios de acordo com a eficácia testada entre os 21 pacientes que serão avaliados constantemente. Segundo os pesquisadores a última fase poderá envolver ate 1 mil voluntários.

Controvérsias

O medicamento começou a ser repassado para famílias de pacientes com a doença, sem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento foi desenvolvido pelo químico do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), Gilberto Chierice. Recentemente os testes começaram a ser realizados em pacientes humanos com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). #fosfoetanolamina sintética #Entretenimento #Curiosidades