O site Express, do Reino Unido, abordou em matéria publicada neste sábado (5), um tema que gera muitos debates e que intriga a humanidade há muito tempo: existiria vida após a morte? Surpreendentemente, de acordo com o Express, tal possibilidade é verdadeira e está sendo defendida por um grupo de cientistas que afirmam que apenas o corpo físico morre, e a consciência individual continua a existir.

Um fato espantoso é que essas alegações não estão sendo feitas por "cientistas malucos", e sim por pesquisadores bem respeitados, que utilizam a mecânica quântica – teoria física que estuda sistemas em dimensões próximas, ou até mesmo abaixo da escala atômica – para explicar que a consciência se mantém viva após a morte do corpo.

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Apesar de os estudiosos ainda não saberem ao certo como definir exatamente o que é a consciência, já existem algumas proposições a respeito do assunto, como por exemplo, a explicação defendida por Stuart Hameroff, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, que acredita que a consciência seja composta de "informações armazenadas em nível quântico".

Uma parte de nós é imortal

Segundo o Express, esta visão a respeito da consciência é a mesma adotada pelo físico britânico Sir Roger Penrose, que afirma que ele e sua equipe encontraram evidências de que componentes estruturais das células humanas, conhecidos como microtúbulos baseados em proteínas, armazenam informações quânticas em um nível subatômico.

Penrose diz que se uma pessoa morre "temporariamente" (como quando alguém sofre uma parada cardíaca), as informações presentes em seus microtúbulos são liberadas para o Universo.

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Entretanto, se a pessoa é ressuscitada, a informações quânticas retornam para os locais onde se encontravam, e é isso o que causa as chamadas experiências de quase morte, também conhecidas pela sigla EQM.

O cientista afirma: "Se elas [as pessoas] não são revividas, e o paciente morre, é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo, talvez indefinidamente, como uma alma".

Ainda de acordo com o Express, pesquisadores do renomado Instituto Max Planck de física, localizado em Munique, na Alemanha, também têm este ponto de vista, explicando que o universo no qual vivemos não passa de uma percepção criada por nós mesmos, e uma vez que o corpo físico morre, a consciência continua a existir em outro nível, que está além do material.

Dr. Christian Hellwig, da divisão de Química Biofísica do Instituto Max Planck, que se encontra em Göttingen, disse que algumas facetas de cada pessoa, como pensamentos, consciência e vontade, mostram propriedades que poderiam ser classificadas como "espirituais", não tendo qualquer tipo de interação com forças conhecidas das ciências naturais, como a gravidade e o eletromagnetismo.

No entanto, Hellwig afirma que essas mesmas propriedades espirituais correspondem exatamente às características que distinguem os fenômenos "extremamente intrigantes e maravilhosos no mundo quântico". #Curiosidades #Ciência