De acordo com informações divulgadas pelo site Express, do Reino Unido, o planeta Terra estaria prestes a entrar em uma pequena era do gelo a partir de 2019, devido à baixa atividade solar. Além disso, a redução da radiação proveniente do Sol também seria responsável por enormes eventos sísmicos, incluindo erupções vulcânicas e terremotos.

O Sol apresenta um fenômeno bem conhecido pelos cientistas, chamado de ciclo solar, que está relacionado com a alternância entre os períodos de atividade máxima e mínima da nossa estrela. Quando o Sol se encontra no chamado máximo solar, surgem várias manchas escuras em sua superfície, que estão diretamente relacionadas com o seu campo magnético.

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As manchas solares são uma forma que os pesquisadores usam para analisar visivelmente a intensidade da atividade estelar, e praticamente desaparecem nos períodos de mínimo solar. Atualmente, o Sol está no ciclo 24 (a contagem começou em 1755), e este, segundo o Express, é o ciclo que tem apresentado a redução mais acentuada das manchas do que qualquer outro na história. Em 2016, por exemplo, já houve alguns períodos em que nenhuma mancha foi vista.

Hibernação solar

Esta tendência, de acordo com o Express, levou cientistas americanos (do Centro de Pesquisas Espaciais e Ciências, na Flórida) e japoneses (do Instituto de Pesquisa de Raios Cósmicos, pertencente à Universidade de Tóquio), a alertar que o mundo está se precipitando em direção a um evento histórico de mínimo solar, o que pode causar frio extremo e constante na Europa, América do Norte, Nova Zelândia e América do Sul, se prolongando até 2035.

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Além disso, os estudos feitos por estes pesquisadores apontam que existe uma relação estreita entre a baixa atividade do Sol, os terremotos e as erupções vulcânicas – eventos terrestres que aumentam de intensidade nos mínimos solares.

Ainda segundo o Express, o autor do estudo japonês, Toshikazu Ebisuzaki, disse que vulcões com magma altamente viscoso e rico em sílica tendem a produzir violentas erupções explosivas durante os períodos de reduzida atividade solar, afetando fortemente o ambiente global (se uma quantidade significativa de cinzas vulcânicas for lançada na atmosfera, pode reduzir a temperatura global ao obscurecer o sol, em um fenômeno conhecido como "inverno vulcânico").

Cenário de um frio ainda maior

E estes não são os únicos cientistas que estão na "contramão" do aquecimento global. De acordo com o site Sott, o astrofísico Habibullo Abdussamatov, chefe do Laboratório de Pesquisa Espacial do Observatório Pulkovo, pertencente à Academia Russa de Ciências, em São Petersburgo, afirmou em um livro recentemente publicado que o planeta já está em uma mini era do gelo – que se iniciou no final de 2015, após a fase do máximo solar do ciclo24.

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Para o cientista, a baixa atividade estelar irá se prolongar durante os próximos ciclos solares, atingindo seu auge por volta de 2060, quando ocorrerá uma fase de profundo resfriamento da Terra.

Curiosamente, conforme relatou matéria divulgada pelo site do Canal Rural, o mês de setembro de 2016 foi o mais frio registrado no Brasil nos últimos 50 anos, com massas de ar polar que chegaram até a parte central do país, causando geadas em Mato Grosso do Sul. Seria este um sinal de que uma nova era do gelo realmente já começou? #Curiosidades #Mudança do Clima