Nos últimos anos, não foram raras as notícias afirmando que a Lua passaria por transformações magníficas. Anúncios como os de Superluas, que tornaram-se notórios e passaram a se repetir esporadicamente, especulam sobre supostos espetáculos visuais que seriam promovidos pelo astro. Tais eventos acabam sendo, porém, motivo de decepção para quem espera ver algo muito diferente no céu.

A verdade é que esses fenômenos fazem parte dos ciclos naturais do satélite e geralmente não apresentam grandes alterações para quem olha da Terra.

Recentemente, portais de notícias anunciaram a “maior Superlua em 100 anos”, prevista para o dia 14 de novembro de 2016.

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A #Superlua nada mais é que uma classificação não oficial de quando o fenômeno conhecido como perigeu (o momento em que a Lua está mais próxima da Terra no mês) coincide com uma Lua Cheia. Ou seja, além de estar na fase Cheia, quando podemos vê-lo com uma das faces totalmente iluminada pelo Sol, o satélite está mais próximo de nós.

São também consideradas Superluas as Luas Cheias que acontecem em momentos próximos ao perigeu, o que possibilita de 4 a 6 Superluas por ano.

Durante a Superlua, o satélite costuma atingir um diâmetro aparente apenas 7,2% maior do que a média, o que não chega a ser uma diferença tão impressionante. A Superlua de novembro é, de fato, o maior evento do tipo em bastante tempo, mesmo que, visualmente, isso signifique praticamente nada.

Outras classificações que ganham destaque na mídia conseguem, porém, ser ainda mais irrelevantes.

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O título de #Lua Azul, por exemplo, amplamente divulgado em julho do ano passado, e que ainda ganha espaço eventualmente, sugere a mudança de cor do satélite e atrai espectadores desavisados.

A classificação refere-se, porém, a uma segunda Lua Cheia em um mesmo mês. Aos olhos, uma Lua Cheia acinzentada como qualquer outra. Considerando que a Lua completa suas quatro fases em cerca de 29 dias e os meses costumam ter 30 ou 31, podemos afirmar que uma das fases se repete quase todo mês.

O mesmo acontece com a noticiada Lua Negra. Uma breve busca pelo nome no Google pode encontrar de menções ao apocalipse à afirmação enfática de que a Lua desaparecerá por completo. É importante lembrar, porém, que isso acontece todo mês, durante a Lua Nova. A classificação, também não oficial, de Lua Negra, apenas refere-se a uma segunda Lua Nova em um mesmo mês.

Há também a chamada Lua de Sangue, que ganhou esse nome da literatura religiosa. O termo se refere à penumbra avermelhada que pode ser observada na parte escura da Lua, durante um eclipse lunar. Apesar de mais raro e inusitado, o fenômeno é de difícil visualização e geralmente passa despercebido para o público em geral. #Lua de Sangue