De acordo com informações disponibilizadas pelo site Daily Mail, do Reino Unido, cientistas da Universidade de Stanford, localizada na Califórnia, Estados Unidos, descobriram que situações envolvendo estresse intenso fazem com que a região cerebral conhecida como ínsula – responsável por sentimentos e ações – acabe encolhendo nas meninas. Já com os meninos, ocorre o inverso: quando submetidos a traumas psicológicos e físicos, a sua ínsula aumenta de tamanho.

Além disso, os pesquisadores também descobriram que a redução da região cerebral pode fazer com que as garotas entrem na puberdade mais cedo, o que, por qua vez, acelera seu processo de envelhecimento.

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Segundo o Daily Mail, os cientistas de Stanford chegaram às suas conclusões através da análise de ressonância magnética dos cérebros de cerca de 60 crianças entre nove e dezessete anos de idade, que apresentavam um QI semelhante e sofriam do chamado transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Este transtorno psicológico geralmente é desencadeado por acidentes, ataques pessoais violentos e abuso sexual, podendo ainda se fazer presente quando uma pessoa testemunha crimes violentos ou desastres.

Diminuição da ínsula prejudica as garotas

Conforme revelou o Daily Mail, a exposição a eventos traumáticos nem sempre leva ao surgimento do TEPT. Pesquisas anteriores já indicavam que as meninas possuem uma tendência maior de sofrer de algum transtorno de ansiedade do que os meninos, e até o momento, os cientistas não tinham ideia do porquê.

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O estudo que desvendou esta incógnita foi liderado pelos doutores Victor Carrion e Megan Klabunde. Dos 60 pacientes que participaram da pesquisa, metade tinha sintomas de trauma, e o restante fazia parte de um grupo de controle. Nas meninas que possuíam TEPT, uma parte da ínsula encolheu, em comparação com as garotas que não haviam passado por eventos traumatizantes.

No entanto, o estresse parece ter o efeito oposto sobre os meninos: aqueles que passaram por TEPT tinham uma ínsula maior do que aqueles que não sofriam do transtorno.

Ainda de acordo com o Daily Mail, a Dra. Megan Klabunde declarou que essa descoberta pode auxiliar no sentido de que cada sexo possa se beneficiar de diferentes abordagens de #Tratamento da TEPT, de forma que os resultados de uma terapia de combate ao problema sejam otimizados. #Medicina #EUA