De olho nos objetos celestes próximos à Terra, a Agência Espacial Americana (NASA) desenvolve um robô, cuja missão consiste em redirecionar um possível asteroide em rota de colisão com o nosso planeta, para a órbita da Lua.

De acordo com informações do jornal europeu Daily Mirror, embora a agência já esteja produzindo o robô, ele entrará em ação somente por volta de 2020.

A #Nasa acredita que a técnica de desviar a rota de corpos celestes, conhecida pelo termo deflexão, caso obtenha êxito, poderá ser usada em outras ocasiões, quando um asteroide ameaçar colidir contra a Terra.

Segundo o jornalista Jeff Parsons (Mirror), se não houver imprevistos e o artefato for enviado ao espaço em 2020, no ano seguinte ele poderá ‘agarrar’ um objeto celeste e redirecioná-lo para a órbita lunar.

Publicidade
Publicidade

As maquetes, recém reveladas pela NASA, mostram um robô composto por três “pernas” e pés de apoio - para estabilizar a máquina na superfície do ‘alvo’.

Ele ainda possui dois braços extensíveis, que poderão arrancar uma parte do asteroide de várias toneladas, para estudos posteriores.

Chamado Redirecionamento Missão Asteroide (ARM, sigla em inglês), o projeto também está orçado ‘nas alturas’. Com valor estimado de 1,12 bilhão de euros, ele está programado para explorar o asteroide em dezembro de 2021.

Na avaliação de Robert Lightfoot, um dos envolvidos no programa, a máquina também testará “uma série de novas tecnologias já em desenvolvimento”.

Ele explica que no momento em que o robô ‘agarrar’ a rocha espacial, o hipotético astro não representará mais perigo de colisão.

“Uma vez que a pedra for capturada, ela será deslocada para a Lua, onde a própria força gravitacional do nosso satélite vai prendê-la em órbita”, destaca.

Publicidade

O ‘alvo’

Apesar da NASA não citar nomes, nem comentar se existe o perigo real de um asteroide atingir a Terra em meados de 2020, ela revela a existência de três corpos celestes, como sendo os principais ‘alvos’ do artefato.

Contudo, Robert Lightfoot declara que o equipamento será controlado remotamente pelos membros da NASA, em solo.

Ele ainda enfatiza a possibilidade do robô mudar de objetivo, caso não consiga aterrissar no astro escolhido. “Eu vou ter múltiplos alvos. Podemos avaliar qual queremos ir atrás e, em seguida, ter de três a cinco tentativas para obtê-lo, ou eu posso passar para um diferente", fala.

Ao que tudo indica, o projeto para desviar um insólito objeto celeste em rota de colisão com o nosso mundo serve apenas como medida preventiva.

No momento, a NASA não reconhece asteroides com real potencial de atingir a Terra. #Mídia #Curiosidades