Como se não bastassem a dengue, velha conhecida do brasileiro, a zika e a febre chikungunya, uma outra doença pode estar sendo transmitida pelos mosquitos do gênero Aedes. No Haiti, um garoto de 8 anos, que apresentava febre e dores abdominais, foi diagnosticado com febre do #Mayaro, doença causada pelo vírus Mayaro, um vírus identificado em 1954 em uma região de Trinidad y Tobago, da qual recebeu o nome, e no ano seguinte nos arredores da região amazônica no Brasil. O vírus, cujo vetor (isto é, o organismo que transmite o ser vivo que causa efetivamente a doença) habitual são mosquitos silvestres, pode, temem os especialistas, ter se adaptado a mosquitos urbanos, como os do gênero Aedes, podendo usá-los como vetores.

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Embora até agora todos os casos registrados da doença (197 nas Regiões Norte e Centro-Oeste entre dezembro de 2014 e junho de 2015, por exemplo) tenham sido associados à presença dos doentes em regiões silvestres, a possibilidade de que o vírus possa se espalhar através do gênero Aedes, presente em todo território nacional, é motivo de preocupação, pois, concretizada essa hipótese, a área de atuação do vírus irá ampliar grandemente, aumentando muito o número de pessoas expostas ao risco de contrair a doença, para a qual não há vacina ou tratamento específico – todo o tratamento possível, por enquanto, dirige-se ao alívio dos sintomas (que incluem ou podem incluir febre e cansaço, seguidos depois de pouco tempo por manchas vermelhas, acompanhadas de dor de cabeça e dores nas articulações – também há casos de dor nos olhos e/ou intolerância à luz), que são parecidos com os da dengue, da zika, e do chikungunya, dos quais geralmente só pode ser distinguida através de exames laboratoriais.

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Enfim, mais esta razão soma-se a todas as outras que já haviam para o combate ao mosquito da dengue - especialmente através do combate aos focos de água parada – e para práticas que reduzem o risco de picadas do vetor, como o uso dos repelentes (especialmente aqueles indicados pela OMS, a Organização Mundial da Saúde, a Icaridina, o DEET e o IR 3535) e o uso de tela nas janelas e mosquiteiros nas camas, especialmente nos berços. #Curiosidade #aedes aegypti