Mesmo com todo o avanço da moderna medicina, algumas doenças, por uma série de motivos, acabam incidindo em um número maior de pessoas ou populações específicas; mas, com a globalização atual, essas mesmas patologias deixam de ficar restritas a um grupo étnico ou área geográfica. Um exemplo disso é a leishmaniose que teve a incidência aumentada nos #EUA, devido à ação de um determinado tipo de protozoário, o qual, literalmente, fragmenta e apodrece o corpo das pessoas acometidas por esse agente externo. A hipótese mais provável foi revelada pela revista médica Clinical Infectious Diseases (Clínica de Doenças Infecciosas), de que a leishmaniose teria se instalado nos Estados Unidos por meio dos soldados norte-americanos que combateram no Afeganistão ou Iraque, que sofre bastante com esse problema de saúde.

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O estudioso da Universidade Militar e Médica de Bethesda nos EUA, Naomi Aronson, explicou ainda que além dos militares dos EUA que estão presentes nos locais de conflitos anteriormente citados, há ainda indivíduos ligados ao turismo ecológico nas América Latina, que funcionam como vetores de transmissão da #Doença.

Algumas características mais marcantes e tristes apresentadas pelas pessoas que sofrem de leishmaniose são: cicatrizes que provocam repulsa em quem as observa, e manifestação intra-corpórea ainda pior do que os sintomas externos visíveis. Os corpos dos indivíduos que sofrem do mal, literalmente, acabam se desfazendo, onde o processo de degeneração se inicia pela face. Comumente, é chamada de “doença misteriosa dos jihadistas”, uma vez que é abundante pelas áreas da #síria sob controle do EI – Estado Islâmico.

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A classe médica sugere duas possíveis razões sobre a manifestação da epidemia, a saber: origem nos estreptococos do denominado grupo A (causando fasciíte necrosante ou morte do tecido facial) ou por protozoários de leishmania, oriundos de micróbios e pequenas moscas. Lamentavelmente, em ambas as causas, os resultados são mortais do mesmo modo para os hospedeiros de leishmaniose.

Aronson, enquanto especialista tido como referência no assunto, disse que, ultimamente, vem ocorrendo um número considerável de pessoas com os sintomas próprios da leishmaniose nos Estados norte-americanos de Oklahoma e do Texas. Sendo que os exames feitos nos doentes, mostraram que as células de leishmaniose do sangue e tecidos contaminados são advindas de protozoários do gênero "Leischmania tropica" própria do Oriente Médio; "Leischmania braziliensis", mais comum ao imenso território do Brasil e a "Leischmania guyanensis" existente em toda a América Latina.

Em resumo, os militares norte-americanos no Oriente Médio se tornam hospedeiros da doença quando mantém contato com os cadáveres infectados, resultado das guerras naquela parte do mundo e turistas ecológicos que foram para a América do Sul.

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O que pode minimizar toda essa situação aflitiva é a postura dos profissionais médicos em questionar os pacientes sobre o serviço nas forças armadas e viagens recentes que fizeram; além, é claro, do uso constante de repelentes e inseticidas nas viagens ao Brasil e locais da América do Sul. Os médicos devem ser imediatamente procurados, assim que alguém notar algum sintoma característico da leishmaniose.