A Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou nesta sexta-feira, 18, que o vírus #zika e as complicações neurológicas trazidas por ele, como a #microcefalia, não representam mais uma emergência de saúde internacional.

Apesar disso, a organização alerta que o vírus e suas consequências são um desafio duradouro para a saúde pública, sendo necessária uma ação intensa para combatê-los. O Comitê de Emergência da OMS lembrou que a zika é um problema relevante e de longo prazo e que vai continuar a trabalhar com o surto através de um “programa robusto”.

O diretor-executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS, Dr. Peter Salama, disse que a organização não está diminuindo a importância do zika, e sim afirmando que o vírus veio para ficar, o que indica que a doença não foi algo passageiro e pode se tornar tão comum quanto a dengue.

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Mesmo com o fim da emergência, a agência manteve as recomendações anteriores, como a de que pessoas que tiveram contato com o vírus adotem medidas preventivas por seis meses para evitar a transmissão da doença por via sexual.

O que é a zika

O zika vírus é transmitido em humanos através da picada do #aedes aegypti, responsável também por transmitir os vírus da dengue e da chikungunya. O vírus está relacionado ao aparecimento de microcefalia em bebês cujas mães contraíram a doença durante a gravidez e outros distúrbios neurológicos, tanto em crianças quanto em adultos.

Surto de zika

O surto da doença foi verificado em 2015 no Brasil e desde então se espalhou por mais de 60 países e territórios. Um Comitê de Emergência da OMS declarou emergência de saúde internacional em fevereiro deste ano.

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Zika no Brasil

Apesar da mudança anunciada pela OMS, o ministro da Saúde Ricardo Barros afirmou que a situação de emergência será mantida no país. A medida não tem previsão para término no Brasil. Além disso, o ministro anunciou que a rede pública de saúde deve aplicar novos critérios e exames para gestantes e bebês com suspeita de zika. Bebês filhos de mães que tiveram a doença durante a gestação deverão ser acompanhados até os 3 anos de idade, mesmo que não tenham apresentado quadro de microcefalia, com o objetivo de detectar outros danos relacionados ao vírus.