A secretária de Estado do Ministério de Economia e Energia da Alemanha, Brigitte Zypries, atestou pelos países-membros a Agência Espacial Europeia, ESA, que o valor do programa AIM impossibilita seu financiamento a desviar #asteroides perigosos da trajetória ao nosso planeta, em conjunto com a NASA. A reunião foi em Lucerna, na Suíça, por dois dias com ministros europeus dos 22 estados-membros da ESA a negociarem 11 bilhões de euros (US$ 11,67 bilhões) para diferentes projetos. Neste montante, de US$ 100 milhões de euros (US$ 106 milhões) para o AIM, mas em virtude de sua continuidade implicar em mais financiamento depois, o designaram perfil de programa apenas "curioso".

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Para não varrer entusiasmo de quem aguardava sua realização, após a reunião com a atual administração da NASA e estabelecerem novas prioridades, o diretor-geral da ESA, Jan Wörner, apenas deixou o projeto engavetado pela falta de recursos. Mas desviou o foco das expectativas mediante continuidade das atividades em busca de asteroides em missão distinta, para concretizar este novo foco em breve. Neste novo projeto, a parte europeia se encarregará da observação AIDA, e o outro lado, a NASA se encarregaria da missão DART, a impactar a nave no asteroide em 2022.

Como a missão AIM seria lançada em 2020 para chegar depois de dois anos ao sistema binário de asteroides Didymos, disponibilizaria ali três pequenos satélites: um no asteroide menor e os outros dois na sonda matriz, a orbitarem ao seu redor.

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Então a NASA teria sua espaçonave sobre o menor dos asteroides dos dois menores do sistema, enquanto AIM estudaria os dois corpos e os efeitos do impacto.

Enquanto isso, em terra do Palácio Celeste o foco é no lucro

No outro lado do planeta a visão chinesa já se adianta para a exploração comercial dos asteroides do que a apocalíptica AIM. O geólogo especialista em geologia espacial Jesus Martinez Frias na sexta-feira, 11/11/2016, declarou numa palestra sobre Geologia e mineração do #Espaço no Colégio oficial de Geólogos por ocasião da XVI Semana da Ciência de Madrid, sua análise de que asteroides detêm rochas e minerais suficientes a suprirem nosso planeta por milhares de anos. Também que a exploração de asteroides desde 1989 pouco avançou à prática, e desde a aprovação americana da exploração espacial por empresas privadas do que países, na Europa somente Luxemburgo solicitou esta licença. Ainda mais por esta exploração ser focada no chamado "espaço próximo a Terra", incluindo #lua, Marte e o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter.

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Além de lucro bilionário a abastecer todo planeta, destaca que também serve para pequenas expedições. Destacou outro muito importante de que todos materiais dos asteroides são importantes a servirem de base logística em referência às viagens para Marte. No entanto reiterou a falta de protocolos e melhores práticas ao uso desta extração, diante disso não ser solução definitiva aos problemas da humanidade.

O futuro na Lua

Pelo adiantado estudo dos recursos lunares, Martinez destacou que existe o combustível Hélio 3, e também que o solo lunar é rico em basalto, ferro, titânio e fósforo, em estudo sob cerca de 400 quilos de rochas trazidos nas seis expedições lunares. Nesse sentido, a lua pode ser grande fonte de matérias-primas, ao se esgotarem na Terra, mediante o crescimento exponencial e a necessidade de se explorar novos recursos. Outro destaque interessante de Martinez Frias é sobre a "Vila Lunar", um projeto da ESA a ser construído como assentamento lunar.