O surto do vírus da Zika mudou a realidade da população em várias partes do mundo. No Brasil a Zika começou a ser transmitida pelo mosquito #aedes aegypti, o mesmo que já foi combatido há algumas décadas por transmitir a Febre Amarela. Ele volta à cena e a população, sob a orientação e com a ajuda dos órgãos responsáveis, têm novamente a missão de acabar com os possíveis focos de proliferação, evitando assim que o mosquito se reproduza.

Sobre as mudanças na realidade das pessoas, elas chegam de duas formas: uma que é preciso que se esteja sempre atento aos locais preferidos pelo mosquito para pôr os ovos e assim se reproduzir, outra diz respeito às mudanças na vida de quem sofreu ─ e sofre ─ por causa das doenças causadas pelo Aedes, que, além da Febre Amarela e da Zika, também transmite a Dengue e a Chikungunya.

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É importante lembrar que como se já não fosse o suficiente, há ainda os casos de microcefalia que assustam a população, casos esses, associados ao vírus da Zika. O Brasil teve vários casos de bebês que nasceram com microcefalia, a maioria na região Nordeste do país.

Apesar das campanhas e mobilizações, a Paraíba ainda tem uma grande preocupação: os reservatórios de água

O Brasil todo se movimentou desde o início, com os primeiros alertas, e trabalha até hoje para combater o mosquito Aedes. O Governo Federal, os governos estaduais e os municípios criam campanhas a todo o momento, levando a população a tomar os cuidados necessários e a prevenir formas de proliferação do mosquito. Trabalhos são feitos com outros órgãos, como o Exército, os Bombeiros, que ajudam em mutirões. Apesar disso, ainda há lugares onde há uma grande preocupação com relação à proliferação do Aedes, como na Paraíba, que tem em seus reservatórios de água, potenciais focos de infestação.

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Como a região Nordeste sofre com as secas, a dificuldade de abastecimentos dos reservatórios por causa da estiagem se torna um grande problema, tanto pela água parada, como quando estão secos, uma vez que o ovo do mosquito se mantém vivo por até um ano, mesmo em locais sem água.

Paraíba também usa peixes para ajudar a prevenir a proliferação do Aedes

Algumas cidades da região Nordeste utilizam peixes como forma de prevenir que prolifere a população do mosquito Aedes, pois os peixes acabam com as larvas. Ele complementou ─ e se referiu à técnica como “peixamento” ─ dizendo que esse controle biológico não funciona em qualquer local, pois depende da região e também do tipo de peixe, além de ter que ser monitorado, pois se houver infestação de larvas e poucos peixes forem colocados, eles não darão conta.

Além disso, na Paraíba também se faz o uso do larvicida, disponibilizado pelo Ministério da Saúde. E, sabendo-se que há essa dificuldade com os reservatórios de água, há que se intensificar as campanhas nesse sentido, além de ações efetivas para resolver o problema.

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Informações úteis:

  • os “adulticidas” também funcionam em forma de “fumacês”, eles matam o mosquito já na fase adulta. São indicados para locais como borracharias, ferros velhos e outros
  • há a síndrome de Guillain-Barré, uma reação a agentes infecciosos, que ainda é investigada se é transmitida pelo vírus da Zika (ela causa fraqueza muscular e paralisia dos músculos)
  • há que se ficar sempre alerta em casa e evitar o acúmulo de água em calçadas, vasos ou qualquer outro recipiente
  • ralos colocados em quintais para dar vazão às águas das chuvas devem ser protegidos por tela

#combate ao mosquito #Zika Vírus