O Pesquisador Saraiva aponta que, nos últimos vinte anos constata-se que, no período da gravidez, o nascimento do bebê e após o #parto, algumas mulheres, podem apresentar problemas de humor e, e também desenvolver a depressão.

Ser mãe perfeita: uma obrigação imposta pela sociedade

Pesquisadoras ressaltam que, ao longo do desenvolvimento da sociedade, criou-se a cultura que a #Mulher já nasce com um “instinto” para ser #mãe, possuindo o papel de ser capazes de fazer sacrifícios para suprir as necessidades do bebê (físicas e psicológicas). Assim, cria-se a falsa expectativa de um modelo de mãe perfeita.

Porém, quando nasce um filho, a maioria das mulheres têm sentimentos contrários em relação a esse modelo de "mãe perfeita" .

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Então, nesse momento acontece o conflito entre o ideal e a situação real, e a mulher começa um sofrimento psíquico que pode se desenvolver para uma depressão pós-parto.

Não ignore os sintomas

É comum que os sintomas sejam ignorados pela própria mãe, companheiro, amigos e familiares, confundindo esse fato com o estresse natural do período pós-parto, cousado pelo acúmulo de tarefas domésticas e pelos cuidados com o bebê.

Porém é importante ter atenção! Quando a mulher apresenta cinco ou mais sintomas dos sintomas citados abaixo, e eles perduram por duas semanas, possivelmente, a mãe pode estar com depressão pós-parto e precisa de ajuda e tratamento.

  • Irritabilidade
  • Choro frequente
  • Sentimento de desamparo
  • Desesperança
  • Falta de energia e de motivação
  • Desinteresse sexual
  • Vontade de comer mais os menos que o habitual
  • Falta de sono ou sono excessivo
  • Sensação de ser incapaz de lidar com novas situações
  • Queixas de dores pelo corpo
  • Pensamento negativo em relação ao bebê.

Mais frequente que você imagina

Estudos apontam que a depressão pós-parto em dados internacionais é caracterizada como um transtorno que afeta 10% das mulheres de todo o mundo.

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No Brasil esse número tem um aumento significativo, e afeta de 24% a 37% das mulheres.

Algumas características que são significativas para o desenvolvimento da depressão pós-parto:

  • História de quadro depressivo durante a vida da mãe,
  • Presença de complicações obstétricas,
  • Vivência de situação de estresse na gravidez,
  • Presença de sintomas depressivos ou ansiosos durante a gravidez,
  • Ocorrência de complicações no após o nascimento do bebê,
  • Ausência de suporte da família e amigos,
  • Presença de dificuldades financeiras,
  • Presença de estresse no cuidado do bebê,
  • História de sintomas depressivos e ansiosos no período pré-menstrual,
  • Presença de sintomas depressivos,
  • Conflito conjugal.

Tratamento

É normal que a mulher sinta vergonha e relutante para admitir que estar com dificuldades após o nascimento do bebê. Por esse motivo, é importante que ela tenha ajuda e atenção da família, cônjuge e amigos para identificar os sintomas e procurar tratamento.

A psicoterapia é um importante tratamento que a mulher pode aderir.

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Nesse tratamento ela irá trabalhar as questões psicológicas relacionadas ao período pós-parto, e também as questões da sua vida em geral. Através das sessões de psicoterapia, a mulher se tornará mais fortalecida e sentirá mais capaz de enfrentar os problemas, superando esse período conturbado.

Também pode ser necessário o tratamento com antidepressivos, devidamente prescrito pelo médico. O tratamento medicamentoso pode ter duração de seis meses a um ano, e é possível verificar a melhora a partir da quarta semana após o início do tratamento.

Assim, depressão pós-parto é um transtorno que acomete muitas mulheres em todo o mundo. Quando não tratado, esse transtorno, pode interferir no vínculo mãe-filho e causar problemas familiares. Dessa forma, é de extrema importância que a mulher procure ajuda assim que identificar os primeiros sintomas. E é essencial para a mulher, receber o apoio do companheiro, da família e amigos, após o nascimento do bebê, pois ela se sente mais segura e protegida.