Uma nova pesquisa aponta que golfinhos selvagens geralmente morrem mais cedo se eles têm contato frequente com seres humanos. Os golfinhos na costa de Flórida (EUA) estão tão acostumados com as pessoas que eles frequentemente procuram companhia humana em busca de comida.

Esses #Animais perdem o medo, por exemplo, de barcos de pescadores e morrem quando ficam presos nas redes de pesca ou quando são atingidos por embarcações em alta velocidade.

Pesquisa

A equipe internacional de pesquisadores responsável pelo estudo, que conta com membros de instituições da Austrália, dos Estados Unidos e do Reino Unido, recentemente publicou seus resultados na revista científica Royal Society Open Science.

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Os cientistas chegaram as suas conclusões após acompanhar aproximadamente 1.000 golfinhos na Baía de Sarasota, na Flórida, entre 1993 e 2014. Eles registraram a quantidade de contato que os mamíferos marinhos tiveram com os visitantes da praia e se eles ganhavam comida durante essas interações.

Ao longo da pesquisa foi constatado que mais de 150 golfinhos ficaram tão acostumados com o contato com os seres humanos que se tornou um hábito para eles procurar ativamente contato com as pessoas na praia para ganhar comida. Estes animais são considerados "condicionados" pelos cientistas.

Perigoso

A taxa de mortalidade entre os golfinhos condicionados é muito maior do que entre os outros membros da espécie que não procuram interagir com as pessoas. Também foi constatado que os golfinhos condicionados se machucam com maior frequência.

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De acordo com o pesquisador Fredrik Christiansen, a explicação para isso é simples. Os golfinhos que ativamente procuram por seres humanos costumam se colocar em situações perigosas. "Eles provavelmente se machucam porque passam mais tempo ao redor de pessoas, pescadores, barcos e redes de pesca", escreve ele no relatório da pesquisa. "Isso é muito preocupante, porque esse comportamento leva a menores chances de sobrevivência. A população de golfinhos pode, portanto, diminuir a longo prazo." #golfinho #Ciência