Quero dormir!

Você é aquele tipo de pessoa que deita na cama e desmaia, somente acordando com o som do alarme do relógio pela manhã? Pois saiba que você integra uma seleta lista de bem-aventurados que conseguem dormir e descansar durante toda a noite. Apenas para ilustrar o tamanho do problema, uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira do #Sono levantou que 53,9% dos indivíduos consultados queixam-se de #Insônia, e cerca de 43% afirmaram se sentir cansados durante o dia.

Depois de se tornar febre mundial no combate à uma verdadeira epidemia de insônia que assola o mundo, a #melatonina sintética (hormônio) recebeu em outubro deste ano a liberação da Justiça para ser importada, manipulada e comercializada no País.

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Segundo a decisão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a tutela antecipada em favor da empresa Active Pharmaceutica Ltda., para que ela importe e revenda o insumo para farmácias e laboratórios de manipulação, que irão produzir as fórmulas receitadas. E com isso, uma dúvida se instalou: O hormônio é produzido naturalmente em nosso organismo pela glândula pineal, porém, sua produção cai ao longo da vida, o que explica o menor tempo de sono dos mais idosos. Será que a sua ingestão sintética é saudável?

Efeitos colaterais

A substância, que também tem a função de modular o ritmo circadiano do nosso relógio biológico, reduzindo a temperatura corporal e controlando o ciclo natural do dormir e acordar, ainda está com sua comercialização industrializada proibida no Brasil pela Anvisa, que até o momento não concluiu sua avaliação sobre a segurança e os efeitos da substância no organismo, mas a realidade do seu consumo em terras tupiniquins é bem outro.

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Ela é amplamente usada e receitada por médicos, não apenas contra a insônia como também para o combate à enxaqueca, por conta das suas propriedades anti-inflamatórias. A melatonina é figurinha fácil também nas casas que comercializam suplementos alimentares, reduto dos adeptos das academias e ‘cultuadores do corpo perfeito’.

Mas como todo medicamento, existe o outro lado da moeda e a saúde pode refletir seus impactos. A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pelo cérebro, pela glândula pineal, porém, quando consumido indiscriminadamente e de maneira artificial, pode interferir no funcionamento do organismo e causar dependência. Ela ainda pode apresentar efeitos colaterais como:

  • Dor de cabeça
  • Tonturas
  • Sonolências diurnas
  • Dor de estômago
  • Irritabilidade
  • Sensação depressiva

Embora sua eficácia seja comprovada, seu resultado não é espetacular. Segundo análise dos seus efeitos publicada em 2013, a melatonina reduz em sete minutos, em média, o tempo que as pessoas levam para dormir, e ainda elevam o tempo de sono em oito minutos, em média.

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Com isso, é possível perceber que ela pode ser mais útil em casos leves de problemas de sono. Nesses casos mais leves, existem outras opções que são conta do recado como a prática da meditação, alimentação adequada para o período que antecede o sono e atividade física regular. Por mais que a melatonina seja segura e com poucos efeitos colaterais, nenhum remédio sozinho consegue trazer benefícios tão globais como essas medidas saudáveis.