Embora a maioria da população acredite na vida após a morte, na mesma proporção ela também deseja viver para sempre. Afinal, a fórmula da longevidade, chamada pelos alquimistas de ‘elixir da longa vida’, é o santo graal da ciência desde tempos remotos, quando essa função era exercida pelos antigos ‘estudiosos’.

Agora, um tratamento baseado na reprogramação celular, promete aumentar esse tempo em até 20 anos, fazendo com que as pessoas vivam em média, 108 anos

De acordo com informações do jornal inglês Daily Mail, de quinta-feira (15), o procedimento consiste em retirar células da pele para revertê-las ao formato embrionário.

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O experimento em ratos de laboratório, mostrou que além deles rejuvenescerem, o funcionamento cardiovascular melhorou e os animais viveram até 30% a mais do que a média.

Conforme o autor da pesquisa, professor Juan Carlos Izpisúa Belmonte, do Instituto Salk, na Califórnia (EUA), o estudo aponta que a deterioração celular pode ser revertida, e que a velhice não precisa ser o único destino dos indivíduos que vivem por muito tempo.

Ele explica conseguir reprogramar a célula, ao alterar fatores genéticos, fazendo com que ela se torne uma célula-tronco, que são células “universais” presentes no embrião, que podem se tornar qualquer tipo célula do corpo, pois ainda não se desenvolveu.

Juan Carlos acrescenta que ele e a equipe constataram os benéficos resultados ao usarem DNA de reprogramação em ratos vivos com progeria – doença responsável pelo envelhecimento precoce das células – que também afeta os humanos.

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O cientista salienta que além dos ratos com células reprogramadas parecerem mais jovens, a função do coração e de outros órgãos melhorou. “O mais surpreendente de tudo - eles viveram 30% mais tempo, e ainda não desenvolveram câncer”, comenta.

No entanto, a reprogramação em camundongos normais, sem doenças, também surtiu efeito nos tecidos do pâncreas e do músculo, que apresentaram melhoras na capacidade de regeneração.

Porém, como a técnica ainda não é aplicada em seres humanos, o pesquisador salienta não saber os reais efeitos do método no organismo do homem.

Mesmo assim, diz estar confiante de que a regeneração celular seja usada em intervenções futuras.

"Este estudo mostra que o envelhecimento é um processo muito dinâmico e plástico e, portanto, serão mais passíveis de intervenções terapêuticas do que o que se pensava anteriormente”, declara.

Na avaliação do estudioso, em uma década a técnica será empregada nas pessoas. Tudo indica que num futuro próximo será comum vivermos mais de um século.

Abaixo, veja o vídeo (em inglês) liberado hoje (15), pelo Instituto Salk, onde o professor Juan Carlos Izpisúa Belmonte comenta sobre a pesquisa.

#Inovação #Mídia #Curiosidades