O vírus Zika é transmitido pelo #aedes aegypti, o mesmo transmissor da Dengue. Com o aparecimento da nova doença, campanhas de prevenção tomaram conta de todo o país, assim como as de conscientização da população, alertando para a gravidade da situação e para a importância de exterminar com os focos do mosquito e formas de evitar que ele se reproduza.

A região Nordeste foi uma das que mais sofreu com a infestação do mosquito Aedes e, consequentemente, com as doenças causadas por ele ─ a Dengue, a Zika e outras duas, a Chikungunya e também a Febre Amarela.

Reservatórios de água de Pernambuco preocupam por serem potenciais focos de infestação

Acontece que com todas as campanhas e trabalhos feitos, ainda há locais que enfrentam problemas no #combate ao mosquito.

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Pernambuco, na região Nordeste, é um exemplo. O problema no Estado são os reservatórios de água, que ou ficam com a água parada ou secam, devido à falta de chuva ─ e reservatórios secos não significam que o mosquito não se reproduz, o local precisa ser limpo também, pois é importante lembrar que o ovo do Aedes se mantém vivo por até mais de um ano, em locais sem água. Foi informado, pelo Ministério da Saúde, que 82% dos focos do mosquito no Estado são nesses reservatórios, por causa da estiagem e dificuldade de abastecimento ─ esse é um dado alarmante.

O fato de os reservatórios serem um problema não significa que o Estado não esteja dando atenção necessária, e sim que há que se reforçar o combate. As cidades pernambucanas, assim como as de outros estados brasileiros, organizaram mutirões de limpeza, os agentes visitam casa a casa, até o Exército já foi parceiro no trabalho de limpeza e prevenção.

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Além da limpeza necessária, os reservatórios de água devem utilizar o larvicida disponibilizado pelo Ministério da Saúde, que ajuda no combate ao mosquito e é usado nos locais de proliferação.

Cidade de Pernambuco usa peixes no combate ao mosquito

Um fato curioso acontece na cidade de Riacho das Almas. Em dezembro de 2015 o diretor de Vigilância Epidemiológica do município levou a sério o pedido do prefeito da cidade, de que “qualquer iniciativa contra a proliferação do mosquito seria boa e deveria ser tentada” ─ então a cidade começou a utilizar o peixe conhecido como “guaru”, que vive em abundância na região, nos focos de proliferação. E funcionou, pois em 37 dias a infestação predial baixou de 7,9% para 1%. Mas é importante salientar que o município continua com as táticas de combate usuais: limpeza e prevenção, além do uso do larvicida.

Não esqueça:

  • água parada é um convite ao mosquito fazer sua morada e se reproduzir
  • a microcefalia foi associada ao vírus da Zika e o Nordeste foi um dos locais que mais casos apresentou, tendo Pernambuco com o maior número de casos de bebês com microcefalia
  • o número de mortes por Dengue aumentou 50% este ano, em relação ao ano passado
  • Pernambuco já registrou mortes por Chikungunya
  • Pernambuco já decretou estado de emergência por epidemia de doenças causadas pelo Aedes Aegypti

#Zika Vírus