Cientistas dos Estados Unidos conseguiram reduzir, em camundongos, formação de placas entre as células do cérebro que são associados aos sintomas da doença de #ALZHEIMNER utilizando luzes piscantes de Led cintilando em uma frequência específica.

Existe cura para essa doença?

Existe comunicação das células do cérebro que funciona a partir da transmissão de sinais elétricos entre elas. Ao acumular uma proteína chamada beta-amiloide, os circuitos elétricos sofrem alterações que dificultam a interação entre as células, causando os sinais típicos da doença de #ALZHEIMER.

Liderada por Li-Huei Tsai, do Instituto de Massachusetts (Estados Unidos), os cientistas afirma não saber se o novo estudo, publicado dia 8 deste mês, na revista Nature, poderá resultar em um tratamento para doença.

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Entretanto, segundo Li-Huei, a descoberta abre um caminho promissor para as pesquisas.

Ela diz, "Já vimos muita coisa funcionando em camundongos só para depois constatarmos um fracasso em humanos. Mas, se os humanos se comportarem como os animais na resposta a esse tratamento, acredito que o potencial é enorme, porque ele não é invasivo e sim acessível".

As redes de neurônios, quando são ativadas no cérebro de forma sincronizada, geram oscilações elétricas, que são conhecidas como oscilação gama em uma frequência de 40 hertz segundo a cientista

Acredita-se que as oscilações gama são importantes para as principais funções cognitivas e resposta sensoriais, por isso quando as redes neurônios são ativadas, elas geram oscilações elétricas conhecidas como oscilações gama na qual a frequência é de 40 hertz, segundo a cientista

Com o uso de luzes piscantes foi possível restaurar as oscilações gama que haviam sido reduzidas devido ao acúmulo da proteína beta-amiloide no córtex visual de camundongos elaborado pelos autores do novo estudo

Quais são os resultados

Ainda assim, os resultados das análises mostraram que mesmo sem declínio cognitivo, os animais apresentaram declínio das oscilações gama.

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A equipe registrou a atividade neural com genética modificada e programada para desenvolver a doença de #ALZHEIMER, entretanto elas não apresentaram a acumulação de placas nem sintomas da doença

Uma técnica chamada optogenética que é o controle, mediado por luz, de neurônios geneticamente modificados faz estimular diretamente os neurônios do hipocampo dos camundongos, com pulsos de luz de 40 hertz, para que eles produzam oscilações gama.

No procedimento que durou cerca de uma hora, os estímulos de 40 hertz reduziu a produção de proteína beta-amiloide na região do cérebro em até 50%, e também ativou as células de defesa do sistema imunológico do cérebro, dissolvendo o acúmulo de proteína beta-amiloide, segundo os cientistas.

Depois de utilizar a técnica optogenética, os autores desenvolveram um procedimento menos invasivo; eles construíram um aparelho simples que consiste em uma linha de LED podendo ser programada para cintilar em várias frequências sendo simples e não invasivo.

Com um aparelho, pesquisadores descobriram que uma hora de exposição a luz cintilando a 40 hertz, aumenta as oscilações gama e diminuía os níveis de proteína beta- amiloide na metade, nos camundongos os estados iniciais de Alzheimer.

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Entretanto, as proteínas voltaram aos níveis originas cerca de 24 horas.

Então os pesquisadores investigaram se um tratamento mais longo poderia reduzir as placas em camundongos com acúmulo em estágio avançado. Durante uma semana os camundongos foram tratando, tanto as placas como a proteína beta-amiloide flutuante foram reduzidas pois os pesquisadores ainda não sabem quanto tempo duram os efeitos.

"Essa é uma descoberta importante, que pode anunciar uma ruptura no entendimento e no tratamento para a doença de Alzheimer, uma aflição terrível que afeta milhões de pessoas e suas famílias em todo o mundo", disse o reitor da Escola de Ciências do MIT, Michal Sisper